18/10/2008

Governo e direita aprovam "cheque em branco" à banca



No debate parlamentar sobre a proposta do governo de conceder uma garantia de 20 mil milhões de euros para garantir as operações interbancárias em Portugal, Francisco Louçã lembrou que "nunca o estado decidiu uma operação financeira que pode comprometer 5 anos de défice".
Louçã criticou com veemência a proposta apresentada pelo governo, considerando que esta é "a pior das leis aprovadas na Europa" para combater a crise financeira internacional, por não exigir qualquer garantia ou obrigação aos bancos beneficiários. Segundo o deputado bloquista, o governo exige que cada contribuinte português passe um "cheque em branco", no valor de 4.000 euros, para uma mesada à banca, sem se exigirem explicações ou garantias aos bancos beneficiários.
A proposta foi aprovada pelos deputados do PS, do PSD e do PP, com a oposição de todas as forças parlamentares à esquerda do executivo e a abstenção de Manuel Alegre.

03/10/2008

Deputados do PS dividem-se agora quanto à liberdade de voto




A discussão dos projectos de lei que acabam com a discriminação dos homossexuais no casamento esteve no centro da polémica na reunião dos deputados socialistas. A maioria faltou à reunião do grupo parlamentar onde 47 deputados do PS decidiram não dar liberdade de voto aos restantes 74. Manuel Alegre é um dos que não concorda com esta imposição.

"Acho que houve uma votação, mas eu não concordo. Acho que é um erro político", disse o deputado socialista. Na reunião que contou com cerca de 70 presentes, mais de 20 deputados votaram a favor da liberdade de voto nos projectos de lei que permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. "A maioria, de forma muito expressiva, aprovou a disciplina de voto", disse o líder parlamentar do PS, Alberto Martins. A direcção da bancada abriu uma excepção para que o deputado Pedro Nuno Santos, que "foi o rosto da causa da JS" possa apoiar as propostas do Bloco de Esquerda e dos Verdes no próximo dia 10 de Outubro. Outro deputado socialista, Strecht Ribeiro, já tinha alertado os seus pares sobre qual o verdadeiro sentido do voto da bancada. “Não votaremos contra o casamento entre homossexuais, mas contra o oportunismo político do Bloco de Esquerda”, por apresentar ao parlamento uma proposta com que se comprometeu no seu programa e que, segundo o próprio deputado socialista, virá corrigir "uma inconstitucionalidade por omissão que existe desde 1995". "O PS entende que tem de ser feita ainda uma avaliação política sobre o momento em que esse obstáculo é removido”, declarou Strecht Ribeiro ainda antes da reunião de quinta-feira sobre a disciplina de voto, a que a grande maioria dos seus pares voltou costas

MAIS UM QUE PARTE


A Noticia caía como uma bomba...tinha falecido Artur Azevedo. Tal como o jornal A BOLA conta hoje, o Artur tinha ficado a trabalhar até tarde, na Redacção do Porto, e saiu normalmente, com um até amanhã. Faleceria durante a madrugada. Assim, de repente. Custa muito saber que perdemos mais um amigo. Nos seis anos que lidei mais directamente com ele tornámo-nos amigos e foram várias as vezes que, nos juntamos nas provas de ciclismo. O Artur era o homem-dos-sete-ofícios nas Modalidades, a Norte. Tanto fazia atletismo como hóquei em patins, basquetebol como natação... fez também, várias vezes Ciclismo. Conheci-o numa prova de ciclismo onde ele estava para cobrir o Grande Prémio CTT-Correios que viria a terminar no Parque das Nações. Convivemos também nos Grandes Prémios ABIMOTA, Jornal de Noticias, Volta ao Minho Etc.. O Artur era também colaborador da RTP, fazendo reportagem de atletismo e comentários de natação. Um apaixonado pelo desporto e pelo jornalismo. Partiu, assim, de repente...

Descança em paz Amigo.

01/10/2008

Ex-ministros defendem Lusoponte contra o Estado



Jorge Coelho (PS) e Ferreira do Amaral (PSD), os dois ministros que agora vão defender os interesses da Lusoponte na renegociação do contrato com o Estado sobre as travessias rodoviárias do rio Tejo, são os mesmo que anteriormente negociaram em representação do Estado o contrato de concessão e os acordos de reequilíbrio com a Lusoponte. Para o Tribunal de Contas, a Lusoponte saiu sempre a ganhar.
Avizinham-se novas negociações, por causa da decisão de instalar um tabuleiro rodoviário na terceira travessia do Tejo, a construir entre Chelas e o Barreiro. Neste momento, a Lusoponte tem a exclusividade da exploração das travessias do Tejo a jusante de Vila Franca de Xira, sendo que o actual contrato prevê que seja automaticamente concessionado a ponte Chelas-Barreiro ou, em alternativa, que existam compensações pelo tráfego perdido na Vasco da Gama e 25 de Abril.
Curiosamente, os dois ministros que negociaram em nome do Estado com a Lusoponte, levando o tribunal de contas a pronunciar-se recentemente dizendo que a Lusoponte saiu indevidamente beneficiada em vários aspectos, negoceiam agora em nome da Lusoponte com o Estado.
Ferreira do Amaral, ministro das Obras Públicas do governo de Cavaco Silva, que lançou o concurso público internacional para a construção da Vasco da Gama, e que assinou em 1994 o contrato de concessão com a Lusoponte, é hoje o presidente do conselho de administração da empresa. Já Jorge Coelho, ministro do Equipamento Social de Guterres, que negociou em 2001 um acordo global com a empresa para pôr fim a sucessivos pedidos de reequilíbrio financeiro, é hoje o líder executivo da Mota-Engil, a empresa que é a principal accionista da Lusoponte, com uma posição de 38 por cento. Para compor o ramalhete, o jornal Público revela ainda que quem vai liderar a comissão técnica criada pelo Executivo para decidir estas negociações é Murteira Nabo, actual chairman da Galp, e, ele próprio, anterior ministro do Equipamento Social no primeiro governo de António Guterres.
Até agora, e como detectou o Tribunal de Contas, numa auditoria que arrasou as decisões do Estado e o Acordo Global celebrado com a Lusoponte, a concessionária tem saído sempre a ganhar nas negociações que tem feito com o Estado. Só pelo facto do Estado ter prolongado a concessão 7 anos as perdas foram superiores a mil milhões de euros. Além disso a Lusoponte beneficiou de 250 milhões de euros a mais e 11 anos do prazo de concessão a mais. No final, o Estado acabou por se tornar no mais importante e decisivo financiador da concessão, sem a explorar, com um contrato que permitia transferir, para o Estado, riscos que caberiam, em condições normais, à esfera de responsabilidade da concessionária.

28/09/2008

EIS A VERDADE!



Vou, e porque tem de ser assim, não me competirá a mim desconstruir uma imagem que, abusivamente, foi colada à morte do Bruno Neves, expôpor a verdade. Os que o escreveram que se retractem. Já há Certidão de Óbito oficial e final. O Bruno morreu de, cito: "causa de morte natural". Nada, nos exames feitos post morten, descobriu o que fosse de doping ou coisa do género. Sim, tive acesso à Certidão e Óbito! Agora corem de vergonha os que, sem o dizerem, porque não tiveram lata para tanto, não perderam a oportunidade de, sibilamente, tentar "vender-nos" a nós, simples aficionados, que ali havia "marosca". Não havia. Seguir-se-ão os processos judiciais contra quem atentou, directa ou indirectamente, contra a memória e o bom nome do Bruno Neves. Poderão querer calá-lo. Não duvido que haja corajosos a esse ponto. Mas eu digo aqui, uma das primeiras pessoas informadas do último e definitivo relatório da autópsia foi o presidente da FPC, o doutor Artur Moreira Lopes.
O meu caríssimo Bruno faleceu por insuficiência respiratória aguda, consecutiva a arritmia cardíaca. E os dois exames toxicológicos a que o seu sangue foi submetido, post morten, revelam ZERO, em relação a alcool, drogas sociais, esteróides anabolizantes ou efedrina. Morreu porque - se eu acreditasse nisso dizia-o, mas, francamente e como todos sabem, não acredito... - esse deus em que acreditam, quis. Paz à sua alma e, sobretudo, que quem desrespeitou o seu nome, a sua memória, mesmo que de forma dissimulada... pelo menos sinta vergonha na cara. Isto independentemente daquilo que, a nível judicial, a família achar por bem activar.

Até Sempre Amigo.

Texto da autoria de Manuel Madeira

In Veloluso

27/09/2008

Mais uma machadada no SNS


O governo autorizou - ou está a preparar-se para autorizar, a realização do internato médico de especialidade em hospitais privados. Ao que parece, o que está combinado com o Hospital da CUF/Mello Saúde SA, é a formação de especialistas em otorrinolaringologia - uma das especialidades mais carenciadas do SNS e com maiores listas de espera. Para começar, claro!
É uma decisão da maior gravidade para o futuro do SNS, até hoje sempre recusada, apesar das exigências e pressões desenvolvidas nesse sentido pelos principais grupos privados.

O governo do PS tem-se mostrado incapaz de resolver o problema da falta de médicos que se faz sentir no SNS. Pelo contrário, tem deixado a situação agravar-se, sem nada fazer para evitar a fuga de especialistas do SNS para os hospitais privados. Quase mil já deixaram o SNS.

Em consequência, muitos serviços hospitalares atravessam grandes dificuldades de funcionamento, impedidos de manter o volume e a qualidade da assistência que prestam.

A falta de médicos no SNS é uma das principais razões para o aumento das listas de espera - tanto para cirurgia como para uma 1ª consulta, para as dificuldades de acesso às unidades de saúde e para os prolongados tempos de espera nas urgências hospitalares.

Neste contexto, quando é tão flagrante a carência de médicos no SNS, é incompreensível e inaceitável que o governo desvie para o sector privado a formação de especialistas que, como é evidente, depois de formados não vão regressar ao SNS. Especialistas que fazem muita falta no SNS.

Nenhuma razão justifica a "privatização" dos internatos de especialidade. As capacidades formativas dos hospitais do SNS estão longe de estar esgotadas. Os internatos médicos são o "sangue novo" dos serviços hospitalares e das próprias carreiras médicas, são o garante do futuro dos serviços. O SNS precisa de mais especialistas. E para isso precisa de mais internos de especialidade.

A licenciatura de um médico tem um custo significativo para o erário público. É um investimento que o Estado faz para assegurar os serviços públicos de saúde. São os impostos pagos pelos contribuintes que permitem a existência e o funcionamento das faculdades de medicina. A seguir à licenciatura segue-se a especialização. Não é legítimo desperdiçar tanto investimento público para benefício exclusivo dos hospitais privados, particularmente, no momento em que a falta de especialistas é tão aguda.

A "privatização" dos internatos de especialidade só pode ser entendida como uma cedência irresponsável do governo às pretensões dos grandes hospitais privados, cuja sobrevivência depende em grande medida desses especialistas.

É um precedente de consequências gravíssimas para o SNS e que compromete o seu futuro. Com a "privatização" dos internatos de especialidade, vai agravar-se a desorganização dos serviços de saúde e as suas dificuldades em dar resposta às necessidades dos utentes do SNS.

A "privatização dos internatos médicos" é um forte machadada no SNS. E uma generosa benesse para os grandes grupos privados que operam na saúde. Ganham o que não tinham mas de que precisam como "pão para a boca": médicos especialistas. Sem qualquer esforço, nem qualquer investimento.

Mais uma vez pela mão do PS. Porreiro pá....

João Semedo

19/09/2008

QUATRO MESES NÃO É DE MAIS?


E ESTÁ NA HORA DE SE IMPOREM AS CONSEQUÊNCIAS...


Há cento e vinte e dois dias que a Polícia Judiciária, através da sua Direcção Central de Investigação da Corrupção e da Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF) - em Comunicado com a data de 20 de Maio de 2008, e depois, chamando as televisões e os fotojornalistas para a lamentável cena que se banalizou, de mostrar urbi et orbi, toda uma panóplia, seja de facas de mato, de carimbos/selos brancos que chancelam passaportes falsos, ou, mais regularmente, moeda em papel amontoada pelo valor facial, ou então, pacotinhos que todos acreditamos (ou fingimos acreditar) que se trata de droga -, há cento e vinte e dois dias, dizia eu, que a PJ chamou os pés de microfone e os "bate chapas" que não fazem perguntas, para nos mostrar qualquer coisa que, sem que o tenha sido explicitamente dito, deixava no ar a acusação de que uma equipa de Ciclismo estaria envolvida num caso de dopagem generalizada.

NUNCA DISTO SE CONSTITUIU PROVA VÁLIDA.

Poucas horas depois, a Federação Portuguesa de Ciclismo, e ainda hoje - cento e vinte e dois dias depois, estamos à espera de argumentos sustentados em provas concretas - aconselhou as organizações a não convidarem a equipa em questão. Repito, sem rabo de prova concreta que, cento e vinte e dois dias depois ainda não foi apresentada. Ultrapassando - porque o conselho partiu da Direcção, que não em poderes disciplinares - o estatuto de uma instituição que, por muito que vos espante, atropelando os seus próprios estatutos, continua a merecer o de Utilidade Pública. Com todos os benefícios que disso lhe advém. E não houve, nem no Conselho Superior de Desporto, até mesmo na secretaria de Estado (logo, Governo, que é quem, com o dinheiro do contribuinte, suporta estas... "utilidades publicas") quem se tenha dado ao trabalho de questionar o como e o porquê é que a Direcção Executiva de uma federação desportiva ultrapassa as suas competências e aparece a substituir o seu Conselho de Disciplina, numa primeira instância, e depois o Conselho Jurisdicional, derradeira figura estatutária com poderes para isso, não suspendendo, mas "aconselhando" as organizações a não convidarem um equipa que, cento e vinte e dois dias depois daquela palhaçada protagonizada pela PJ, através da sua DCICCEF, e do CNAD - faço questão de vincar que numa operação inapelavelmente ferida de legalidade - porque é que julgam que a coisa caiu no "esquecimento"? - ainda não foi oficialmente pronunciada como, numa primeira fase, suspeita do que quiseram acusá-la... Isto só pode estar a acontecer porque nada têm contra ela. Com força de prova, pelo menos. Cento e vinte e dois dias de nevoeiro, tão cerrado que não houve, até agora, quem tenha tido a coragem editorial de nos contar a verdadeira história. Falo da CS, claro. Porquê? E deixo outra questão no ar. Sabendo - se eu sei todos eles sabem - que não há ponta por onde pegar neste caso que envolve o Póvoa Cycling Club, como é possível não andarem todos corados de vergonha? São cúmplices por auto-demissão de uma obrigação deontológica que é a de informarem claramente quem os vê, quem os ouve ou quem os lê, do "assassinato" desportivo de uma equipa. Peanutts! O grave é que por trás de um nome de uma equipa estão Homens. Homens que são cabeça de família. Homens que estão, uns caricatamente suspensos sem que alguém lhes seja capaz de dizer porque é que estão suspensos, e os que o não estando suspensos, estão impedidos de exercer a sua profissão uma vez que a equipa foi "destruída". Há homens com contratos de trabalho válidos e sobre os quais não pesa qualquer suspeita, muito menos acusação, mas, porque a equipa foi desfeita e os sponsors - logo, quem entrava com o dinheiro para satisfazer os compromissos laborais assumidos com todos, neste impasse, deixaram de meter dinheiro na equipa. Confuso? Nada. Mesmo nada. Tivessem ou não tido uma denúncia, quem assumiu a investigação não foi capaz de fazer prova. Logo, a equipa deveria estar a correr. E não está não porque a PJ o tenha determinado, não compete há três meses porque a Federação Portuguesa de Ciclismo instigou as organizações a não convidá-la. Sob que pretexto? Mistério...É evidente que, em primeira instância terá de ser a FPC a responder em sede própria pela sua tomada de posição. E, como já o disse milhentas vezes, mesmo que - sublinho, mesmo que - a PJ tivesse, no âmbito em que direccionou a investigação, que foi o de presumível importação ilegal de produtos proíbidos e - mas isto mesmo podendo ser a mesma história, já seria um capítulo diferente - eventual transacção, também ilegal dos mesmos. Isto se, provando-se - o que ainda não aconteceu - a primeira parte, se fosse apenas para consumo interno enquadrar-se-ia numa moldura penal de todo diferente da outra hipótese, que seria a da transacção desses mesmos produtos. Dito de uma maneira que todos percebam, é diferente a moldura penal para um indivíduo que seja apanhado com droga para consumo próprio, daquela que enquadrará a figura de tráfico, ou seja, a venda a terceiros. Mas isto já é uma divagação - embora eu saiba que há santas cabecinhas a pensar que o "milagre das rosas" se repetirá e que o escândalo porque todos, babados, esperam, se concretizará mesmo. Eu sempre disse que não. Não! Por isso é ilegal - não só em termos desportivos, mas principalmente no simples texto da Lei - a punição de que foram alvo nove dos elementos da equipa. Mais grave ainda é a inegável obstrução ao direito ao trabalho de que foram vítimas os demais elementos da equipa. E nem a PJ, muito menos a FPC podem estender ad-eternun esta situação só porque acreditam que mais dia menos dias poderão encontrar provas que sustentem os actos já accionados, mormente por parte da FPC. Uma coisa é certa, ninguém - nem dinheiro nenhum - poderá jamais ressarcir a equipa só pelo facto de não ter estado na Volta a Portugal. Já aqui o disse, e volto a dizê-lo - e quem está no olho do furacão sabe bem que eu tenho razão - se contra a PJ, que, afinal de contas, nada fez que impedisse a equipa de correr, esta não poderá vir a reagir, já em relação à FPC e à organização da Volta a Portugal - e porque as Leis do Estado são feitas para proteger o cidadão, tome-mo-lo como figura individual ou coisa colectiva - a equipa da Póvoa pode accionar os mecanismos previstos na Lei, como indemnizações por perdas patrimoniais, acrescidas de inegáveis prejuízos morais e de imagem, tanto colectivamente, pelo lado da equipa (e aqui os sponsors iriam buscar o dinheiro que investiram), como individualmente, por cada um dos seus elementos. E podem - e devem, na minha opinião - accionar de imediato esse direito através de tribunal competente. Agora vem aquilo que nunca passou pela cabeça dos "doutores" que vêm crescendo como cogumelos no meio velocipédico. A causa ficou, acho eu, claramente exposta - o amigo Carneiro pode dar uma ajuda, se eu não estiver totalmente correcto -, e quais poderão ser as consequências?- O desvio, para pagamento das devidas indemnizações, dos dinheiros que a FPC deveria receber do Estado, sendo que compete ao Estado zelar pelos interesses do individuo, o que deixaria a FPC se não na bancarrota, pelo menos privada de generosa fatia do dinheiro que come aos contribuintes; depois, e porque tratando-se de uma federação desportiva, haverá sempre lugar a uma penalização dentro desse quadro que passará, antes de mais, pela perda da figura de Utilidade Pública, com tudo o que isso significa (se não souberem, eu explico)...- O pagamento imediato, ou congelamento e retenção de futuras receitas - para o mesmo fim de indemnizações - em relação às organizações que desrespeitaram o Regulamento Geral Técnico de Corridas da FPC ao não convidarem a equipa em causa, mesmo que tenha sido a... conselho da Direcção da FPC (que, repito, não tem poderes para tal)... mais, em termos desportivos, o impedimento dessas organizações realizarem por período a determinar por um tribunal competente, corridas oficiais...
In Veloluso

06/09/2008

UMA INICIATIVA MERECEDORA DE DIVULGAÇÃO


O Parque da Cidade, no Porto, acolherá no próximo dia 13 de Setembro (Sábado), pelas 10.30 horas, o arranque da iniciativa Pedalar contra o Linfoma, um passeio de bicicleta organizado pela Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas (APLL), em parceria com a Roche. Esta acção, que visa sensibilizar a população para este tipo de cancro e que antecipa o Dia Mundial do Linfoma [que se assinala a 15 de Setembro], conta com a presença de Cândido Barbosa, personalidade de destaque no ciclismo nacional, que apadrinha oficialmente esta iniciativa e irá conduzir o pelotão solidário ao longo das ruas da cidade invicta. Mas as novidades desta edição não se ficam por aqui. As primeiras 500 inscrições, no valor de 20 euros, terão direito a bicicleta, capacete, uma t-shirt desenhada pelo estilista João Rolo [que também irá pedalar contra o linfoma] e um kit lanche.
Os interessados em “pedalar contra o linfoma” podem inscrever-se através do número 96.446.14.58 ou, neste fim-de-semana (6/7 de Setembro) nos quiosques do evento colocados na Av. Brasil, no Porto.

04/09/2008

Petição Contra a Colocação Obrigatória de Chips de Vigilância nas Matrículas dos Veículos Automóveis

Exmo Senhor Presidente da República Portuguesa
Exmo Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa
Exmo Senhor Primeiro-Ministro de Portugal


Foi recentemente anunciada a intenção do governo de criar o Sistema de Identificação Electrónica de Veículos (SIEV), que torna obrigatória a colocação de chips electrónicos nas matrículas de todos os veículos automóveis.

Estes chips, designados de Dispositivos Electrónicos de Matrícula, emitem um sinal (RFID), que é lido e identificado por leitores de vigilância presentes ao longo da estrada; permitindo a identificação de cada veículo que passa nas suas imediações.

Esta tecnologia dá duas capacidades aos serviços, estatais e privados, comissionados para operar o SIEV:
- controlar a circulação de automóveis nas vias sob monitorização, pela identificação de cada veículo;
- após detecção, fazer cobranças automáticas aos proprietários dos veículos pela circulação nessas vias.

As intenções do governo foram reforçadas a 18/06/2008, quando os votos solitários da maioria absoluta socialista no Parlamento fizeram aprovar o Decreto nº240/X, dando ao governo autorização para legislar sobre este assunto.
Como se procurará expor nos pontos abaixo, as premissas deste projecto são ambíguas e questionáveis:
- o SIEV parece ser inútil, até prejudicial, do ponto de vista da facilitação da vida do utente;
- o governo, e os seus parceiros privados neste projecto, passam a deter um poder excessivo e injustificado para controlar, e eventualmente taxar, os veículos;
- o direito à privacidade dos automobilistas é posto em causa;
- e, uma vez mais, pretende-se que os contribuintes portugueses sejam chamados a pagar um projecto governamental megalómano, dispensável, e potencialmente prejudicial para as suas liberdades e direitos elementares.

Analisemos mais detalhadamente o SIEV. As seguintes questões são fulcrais, e é essencial que sejam colocadas pelo público:

1) O SIEV não vai implicar apenas a colocação, intrusiva, de chips nas matrículas. Vai também forçar os contribuintes portugueses a verem o dinheiro dos seus impostos a ser gasto em todo um aparato infra-estrutural. E, como é de bom senso, o dinheiro público não pode ser gasto de um modo excêntrico e irresponsável pelos governantes. Assim, qual a necessidade real que justifica o dispêndio do dinheiro dos contribuintes neste sistema? Existe sequer uma necessidade real?

2) As necessidades alegadas pelo governo são listadas no Decreto nº240/X; e todas são frágeis e questionáveis:

2.1) “Fiscalização do cumprimento do Código da Estrada e demais legislação rodoviária”

Os sistemas de fiscalização existentes já cumprem estas funções eficazmente; como, aliás, é reconhecido internacionalmente. Senão, recorramos ao principal critério de eficácia neste campo – o da redução da sinistralidade rodoviária. Entre 2001 e 2007, Portugal reduziu a sua taxa de sinistralidade em 42% sendo, a par de França e Luxemburgo, considerado país-modelo pelo Conselho Europeu de Segurança Rodoviária.
Os sistemas actuais obtêm resultados inegavelmente bons e eficazes. Logo, não é razoável alegar que, para as mesmas funções, seja necessário adoptar toda uma infra-estrutura acessória que, além de dispendiosa, exercerá uma influência intrusiva e controladora sobre os indivíduos.

2.2) “Identificação de veículos para efeitos de reconhecimento de veículos acidentados, abandonados ou desaparecidos”

Os meios actuais já dão resposta a estas situações. Mas, e independentemente disso, seria irracional e absurdo alegar que, para precaver excepções, é legítimo controlar intrusivamente todos os veículos.

2.3) “Cobrança electrónica de portagens em conformidade com o Serviço Electrónico Europeu de Portagem bem como outras taxas rodoviárias e similares”

Repare-se que em Portugal já existe um sistema de cobrança electrónica de portagens – chama-se Via Verde. Como é natural e legítimo, a subscrição desse serviço foi sempre opcional. As pessoas que o vêm como vantajoso, subscrevem-no; e vice-versa. Não é nem o papel nem o direito do governo, o de procurar impor um sistema similar à Via Verde a todos aqueles que, por opção própria e legítima, optaram por não subscrever esse tipo de serviço.
Mas o ponto de maior interesse nesta alínea, é o modo como admite que o SIEV servirá para taxar o público – através da cobrança de portagens, mas também de «outras taxas rodoviárias e similares». Esta é, naturalmente, uma premissa perigosa. Como é demasiado evidente, dá ao governo – seja ao presente, seja a qualquer governo posterior – o espaço legal para aumentar taxas já existentes, ou mesmo para criar novas taxas; e para, depois, impor o pagamento destas taxas, com o SIEV.

Logo, nenhum destes motivos parece legitimar a implementação de um projecto dispendioso e intrusivo como o SIEV.
Mas as reservas em relação a este projecto não ficam por aqui, como os pontos seguintes procuram demonstrar.
3) Sendo um sistema de controlo/vigilância, o SIEV é, por definição, intrusivo na privacidade individual. Os dados recolhidos serão registados em bases de dados estatais e/ou privadas e submetidos a cruzamentos de informação, como é admitido pelo Decreto nº240/X; que estabelece que estas bases de dados serão partilhadas entre órgãos estatais, e cruzadas com outras bases, públicas ou privadas.
Mesmo assumindo que a primeira legislação aprovada pelo governo possa procurar salvaguardar a privacidade dos indivíduos – o que não é um dado adquirido –, o facto é que é criada toda uma infra-estrutura de controlo efectivo que, como tal, está sujeita a:
- Falhas potencialmente graves (p.ex., partilha ilegal de dados);
- Possíveis reenquadramentos legais no futuro, que o possam converter num sistema de controlo mais intrusivo do que aquele que já é pretendido.

O SIEV tem, claramente, um potencial de controlo demasiado elevado para que entidades estatais ou privadas, dele devam fazer uso. Não bastaria exigir que fosse bem utilizado por estas instâncias; é necessário antes que estas instâncias não possam sequer ter a possibilidade de usufruir desta caixa de Pandora.

4) O SIEV transformaria as estradas em gigantescas alfândegas de inspecção e vigilância indiscriminadas; fazendo dos automobilistas suspeitos até prova em contrário. E não é assim que funciona um Estado que se pretende livre e de direito.

Pelos motivos apresentados, o SIEV não parece ser apenas acessório e dispensável; mas também mais um encargo inútil para os contribuintes. E é um evidente tiro no escuro, que pode apresentar sérias implicações para as liberdades dos indivíduos. Não deve, portanto, ser levado a cabo.

Assim, enquanto cidadãos livres, consideramos que o governo tem de colocar um ponto final nas suas intenções, e parar este projecto de imediato. Não passá-lo intransigentemente; não perder mais o seu próprio tempo, e o do público, em campanhas de desinformação e de propaganda; e claro, não procurar passar o projecto de modo dissimulado, através de uma versão atenuada do mesmo.

Simplesmente, colocar um ponto final definitivo no SIEV.

21/08/2008

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CICLISMO


JORNAL DIARIO DO MINHO
30-01-2003

MANUEL ZEFERINO HOMENAGEADO SEM A FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CICLISMO


A ausencia de qualquer representante da Federação Portuguesa de Ciclismo, no jantar de homenagem a Manuel Zeferino, foi bastante notada e comentada, naquele que foi uma organização da Junta de Freguesia de Navais e Assembleia de Freguesia...

PORQUE TERÁ SIDO ?

Qual RTP ?

Porque será que a RTP fazendo diariamente o verão RTP na localidade onde sai a caravana da Volta não o fez da Póvoa de Varzim ?

Já sei os 500 anos do Funchal mereciam...mas quando é que a RTP liga ás ilhas ?

Quem souber os motivos....

18/08/2008

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CICLISMO IV

A FORMA COMO A EQUIPA DO PÓVOA CYCLING CLUBE FOI TRATADA PELA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CICLISMO, PELA PAD, E PELA COMUNICAÇÃO SOCIAL, ALGUMA LOCAL MAS MAIORITARIAMENTE NACIONAL, MERECIAM UM BOICOTE Á PROVA NA POVOA...MAS MACEDO VIEIRA DÁ-SE BEM COM DEUS E O DIABO

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CICLISMO III

JORNAL DIÁRIO DO MINHO
14 DE MARÇO DE 2003


CICLISMO PORTUGUES CAMINHA PARA O ABISMO...DENUNCIA DE SERAFIM FERREIRA


POR PORTUGAL,POR TI,PELOS TEUS IRMÃOS,PELOS TEUS PAIS,PELOS TEU AVÓS,PELA TUA MULHER,PELOS TEUS FILHOS LUTA POR ISTO,NÃO SEJAS APENAS MAIS UM,NÃO SEJAS APENAS MAIS UMA OVELHA COMANDADA POR ESTE SISTEMA CORRUPTO,ABRE O TEU CORAÇÃO,SOLTA E DOMINA A TUA ALMA E DESPERTA.....DESPERTA......DESPERTA O LOBO QUE HÁ EM TI.

PELAS CRIANÇAS,PELOS REFORMADOS,PELOS DESEMPREGADOS,PELOS TRABALHADORES EXPLORADOS,PELOS JOVENS QUE NÃO PODEM ESTUDAR,PELOS QUE MORREM Á FOME ENQUANTO TU COMES UM PRATO CHEIO DE COMIDA,PELOS QUE SOFREM O RACISMO NA PELE,PELOS MILHÕES DE PORTUGUESES QUE HOJE CHORAM PELA VIDA MADRASTA QUE LEVAM.

A UNIÃO FAZ A FORÇA E A ALCATEIA É A FORÇA DO LOBO.

Publicado por ALMA SEM PREÇO

17/08/2008

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CICLISMO II



JORNAL DIARIO DO MINHO


14 DE JULHO DE 2003





JORGE HENRIQUES CRITICA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CICLISMO





OVARENSE AFASTADA DO GRANDE PREMIO JOAQUIM AGOSTINHO





Jorge Henquiques antigo ciclista e actual director desportivo da Pepolim Ovarense está indignado com o actual estado do ciclismo português. "Num ano em que diminuiram as equipas portuguesas, há algo obscuro no panorama do ciclismo portugês, onde por diversas ocasiões, e sempre pela negativa tem como intervenientes dirigentes federativos."

...Jorge Henriques adianta mais " já somos poucas equipas e pela segunda vez acontece-nos isto. por pressão nossa, já depois de terem terminado as inscrições proposeram-nos participar com alojamento pago e cento e cinquenta litros de gasoleo. Em que país estamos ?




PALAVRAS PARA QUÊ ?


TEM A PALAVRA O " COVEIRO MOR"

16/08/2008

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CICLISMO I



7 DE JUNHO DE 2003


JORNAL DIARIO DO MINHO
Até breve, Grande Prémio do Minho
Federação em silêncio, perante morte anunciada do ciclismo


Etapa marcante do ciclismo profissional do Minho e do País, O Grande Prémio do Minho, cuja primeira edição remonta ao ano de 1977, não vai este ano para a estrada.
Deixaremos de ver o serpentear de um pelotão rico de cores vivas por entre o entrelaçado de bonitas paisagens da região.
Apesar do comunicado emitido pela Associação de Ciclismo do Minho, referir a “ conjuntura económica” esta, é a confirmação daquilo que os mais atentos à modalidade já anteviam, depois de a PAD- Produções de Actividades Desportivas, ter dado o dito por não dito, e não organizar o Grande Prémio. Já não seria novidade pelo facto de não terem realizado as Volta ao Algarve e a Volta ao Alentejo.
Como dizia Armindo Duarte Vice-presidente da Associação de Ciclismo do Minho, “ não podemos esperar mais tempo e como tal não estão reunidas as condições para que o Premio do Minho se concretize”
Quem fica a perder no meio de tudo isto são os clubes, os ciclistas e mais grave, a credibilidade da modalidade, junto dos potenciais patrocinadores.
Como pode haver quem invista na modalidade, clubes, ciclistas, associações, e principalmente aqueles, que dão aquilo com que se compram melões, se da parte da estrutura federativa apenas se houve um “ lamentamos “!...
Não foi a Federação Portuguesa de Ciclismo e o seu presidente Dr. Artur Moreira Lopes, quem retirou a concessão das organizações de provas à Sport Noticias e a deu de bandeja a uma PAD falida?
Aliás o Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, em resposta a uma minha solicitação, sobre o estado em que a PAD deixou muitas organizações, nomeadamente a da Volta ao Algarve, Volta ao Alentejo, Volta ao Minho, GNR-Brigada de Transito, e da queixa da Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais, solicitada no passado dia 27 de Fevereiro, apenas respondeu um mês depois, e com um lacónico texto onde se referia à queixa dos ciclistas que alegadamente já estaria “resolvida” e que a questão das provas seria um “assunto entre essas entidades e a PAD”.
Sintomática, da forma como é gerida a modalidade em Portugal. A Federação Portuguesa de Ciclismo, não pretendia entrar em cena a defender a modalidade….deixa isso para terceiros.
E o mais curioso no meio disto tudo, é que aquando da concessão da Sport Notícias, as queixas na UCI sobre “ anomalias” eram mais que muitas, contrapondo com a actual situação, em que uma entidade promoveu a seu belo prazer provas que já sabia que não as iria realizar.
Como fica a modalidade quando as provas como, o Grande Premio JN, Grande Premio Sport Noticias, Grande Premio do Minho, Premio Philips e muitas outras que já não se realizam?
Como reagem os clubes, associações e ciclistas perante este lavar de mãos como Pilatos?
O que faz a Federação Portuguesa de Ciclismo à dotação dada pelo Instituto do Desporto?
Que poder detém a Federação Portuguesa de Ciclismo, quando nem consegue negociar as verbas do totoloto, a exemplo de outras modalidades, para resolver a questão do policiamento nos escalões de formação? Vai a reboque das associações? Mas será que não é a esta entidade que cabe gerir a prática da modalidade?
Que faz ou fez a Federação Portuguesa de Ciclismo, perante as falhas já conhecidas? Não houve direitos e deveres nessa concessão? A Federação, apenas está preocupada com as “suas” organizações, demonstrando não ter iniciativa nem capacidade organizativa, para organizar os Campeonatos Nacionais!
Importantes questões que deveriam ser respondidas, por quem tem obrigação, ou seja pela Federação Portuguesa de Ciclismo, mas para que isso acontecesse, era sinal de que algo tinha mudado na estrutura, e mentalidade federativa. Até lá e como diz Serafim Ferreira “ muita água vai correr sob as pontes e o ciclismo, infelizmente, continuará a sua derrocada inexorável até que alguém ponha cobro a tantos desmandos e incompetência. " Valha-nos a “ carolice” de muitos amantes da modalidade, entre os quais destaco o Prof. José Santos, e a disponibilidade das equipas em prescindir de muitas verbas, depauperando a sua já pequena receita, para que os seus ciclistas tenham actividade e o povo anónimo continue a ver ciclismo.
Até lá, como povo de brandos costumes, continuaremos a aceitar que tudo passe impunemente sem que ninguém com responsabilidades deite mão a isto!...há já me esquecia que estão preocupados com o Euro 2004. Espero como contribuinte, que não despertem depois da “ morte” anunciada do ciclismo.


PALAVRAS PARA QUÊ ?


tEM A PALAVRA O COVEIRO MOR

12/08/2008

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CICLISMO


A partir de hoje vou dedicar algum espaço á Federação Portuguesa de Ciclismo e ao seu

" COVEIRO MOR" - ARTUR MOREIRA LOPES


"JORNAL A BOLA 21 DE ABRIL DE 2004"


CONGRESSO SOBRE A MODALIDADE FORA SUGERIDO PELA ASSOCIAÇÃO DE CICLISMO DO MINHO,


BOICOTADO PELA FEDERAÇÃO


Na tentativa de contribuir para o desenvolvimento da modalidade, em Portugal e projecta-la para patamares mais elevados- mesmo a nivel internacional - a Associação de Ciclismo do Minho agendou para os meses de Outubro e Novembro de 2002 um Congresso Nacional de Ciclismo que nunca chegou a realizar-se. " Pura e simplesmente porque a Federação Portuguesa de Ciclismo o Boicotou"


Palavras para quê ?


Amanhã há mais...