16/02/2009

34 contas: Dois milhões e meio em dez anos


Grande reportagem do Correio da Manhã

Depositos milionarios nas contas do autarca


Mesquita Machado, presidente da Câmara de Braga há 32 anos, tem uma considerável fortuna pessoal e o seu ‘olho’ para o negócio parece ter passado para a família. Cláudia, Francisco e Ana Catarina, agora com 38, 35 e 31 anos, apresentam níveis de vida faustosos, bastante superiores ao rendimento que declaravam.
A análise exaustiva às suas contas foi feita pela Polícia Judiciária do Porto, após denúncia do vereador do PP em finais de 1999, que levou a que fossem passadas a pente-fino 10 anos da vida bancária do autarca. Nas 34 contas que o presidente da câmara, a mulher e os filhos titulavam foram depositados mais de dois milhões e meio de euros. De onde veio parte desse dinheiro é uma incógnita já que, todos somados, os rendimentos declarados pouco ultrapassaram o milhão e meio.
No entanto, até 1996, ano em que os filhos ainda não apresentavam declarações de rendimentos autonomamente, a família Mesquita Machado parecia viver de uma forma mais comedida. Mesquita auferiu rendimentos brutos, nesse ano, de 60 mil euros e a mulher apenas 7500.
Pedro e Cláudia, casados em 1997 (o genro é administrador-delegado de uma empresa multimunicipal) vieram dar um novo desafogo à família. Em 1998, declararam mais do que o pai e a mãe de Cláudia.
É, no entanto, Francisco – após a compra do café Astória e do negócio da loja comprada à Bragaparques e posteriormente arrendada à câmara – que catapulta a família Machado para outros voos. Logo no primeiro ano de rendimento, Francisco declara lucros de 300 mil euros.
As contas da família Machado mostram ainda vários depósitos em cheques, alguns de empreiteiros que trabalhavam no concelho. Inquiridos, todos os elementos da família deram explicações. Por exemplo, os dois cheques pré-datados de 10 mil euros entrados na conta de Cláudia e titulados por um dos donos da Bragaparques, Domingos Névoa, foram uma prenda de casamento; um cheque de cinco mil euros de Salvador, presidente do Braga, foi igualmente uma prenda de casamento; outros cheques serviam também para pagar dívidas que terceiros tinham contraído mas que aqueles não guardavam documentos porque avançaram com o dinheiro em momentos difíceis da vida dos amigos.
As explicações para as transferências são as mais variadas. Pedro Machado diz, por exemplo, que transferia dinheiro para a conta do pai porque aquele lhe ficara a dever. E quando o fluxo é inverso devia-se ao facto de os pais precisarem, eles próprios, de ajuda económica.
Outra particularidade: embora não apresentasse rendimentos muito elevados, Mesquita Machado e a família sempre revelaram grandes cuidados com as poupanças. Antes de os filhos serem autónomos, o presidente da câmara chegava mesmo a depositar 1/5 do que auferia em contas-poupança.
Mesmo assim um gosto especial é comum à família. São proprietários de boas viaturas (apenas Mesquita Machado não tem um único carro em seu nome) e donos de várias casas, em Braga e no Algarve. A PJ não conseguiu fazer o levantamento das embarcações, por falta de resposta das capitanias.

INVESTIGAÇÃO DUROU 8 ANOS

Há anos que a fortuna de Mesquita Machado é alvo das mais diversas especulações. No entanto, a investigação nasce de uma entrevista de Miguel Brito, então vereador do CDS/PP na autarquia bracarense.
Em Setembro de 2000, um jornal regional publicou as declarações do vereador demissionário, que assumia a pasta das Actividades Económicas. Directamente, disse que muitos funcionários camarários apresentavam sinais de riqueza incompatíveis com os salários que auferiam. As insinuações estendiam--se a Mesquita Machado e deram origem a uma investigação da Polícia Judiciária do Porto. Oito anos depois, em Novembro de 2008, após centenas de diligências e milhares de documentos reunidos, o procurador do Ministério Público de Braga arquivou o processo, por entender que 'não se consegue afirmar que foi este ou aquele quem corrompeu e determinar quem foi corrompido, ou sequer se terá havido corrupção'.
No documento a que o CM teve acesso, redigido um mês após Domingos Névoa e Mesquita Machado terem prestado declarações na PJ de Braga, o magistrado José Lemos entende que não se retira 'dos autos qualquer base probatória suficientemente consistente, susceptível de sustentar a dedução de acusação contra quem quer que seja'. Mais: o despacho sublinha que 'do confronto das declarações dos vários intervenientes inquiridos não resultam contradições relativamente à matéria analisada'.
Contactado pelo CM, Mesquita Machado não quis prestar quaisquer declarações.

PRÉDIO EMBLEMÁTICO COM PREÇO DE SALDO

José Veloso é um empreiteiro bracarense que, a ver pelo exemplo do café Astória, não terá grande aptidão para o negócio. Proprietário, em 2000, do edifício onde se encontra instalado o histórico estabelecimento de Braga, Veloso decide vender o prédio a Francisco Miguel Machado, por 400 mil euros, quando o filho do presidente tinha apenas 27 anos.
Apesar de em 1999 ter declarado ao Fisco o rendimento líquido anual de 14 500 euros, o filho do edil Mesquita Machado compromete-se a pagar em 10 anos a posse do café Astória, composto por cave, rés-do-chão e dois andares, reservados a comércio e habitação.
Para melhorar o cenário, José Veloso não especificava qualquer prazo para o pagamento mensal. Segundo o depoimento de Francisco à PJ, 'pagava quando tinha disponibilidade financeira'.
Foi o primeiro negócio da China para o filho de Mesquita Machado. Que em 1999 declarava 14 500 euros ao Fisco e depois da compra do prédio do café Astória – situado na Praça da Arcada, no centro da cidade de Braga – passou a receber a quantia anual de 300 mil euros líquidos. O que significava que em apenas um ano quase conseguira amortizar a dívida.

CÂMARA PAGA RENDA A FRANCISCO

A 20 de Outubro de 2000, Francisco Machado compra à Bragaparques uma loja de 75 m², situada na praça Conde de Agrolongo, terreno que inicialmente pertencia à Câmara de Braga. Em poucos meses, o estabelecimento de Francisco acaba arrendado à autarquia liderada pelo pai, Mesquita Machado.
No negócio, a Bragaparques pediu ao filho do edil bracarense cerca de 110 mil euros pelo espaço. Valor que fica aquém dos preços exigidos pela empresa a outros interessados, que tiveram de desembolsar algo como 150 mil euros por lojas com as mesmas características.
Justificando a decisão com a falta de lucro do bar que havia instalado, Francisco Machado parte, em Julho de 2001, para o arrendamento do estabelecimento, contando à PJ que, à altura, foram vários os interessados. Acabou por ceder os direitos à Câmara de Braga.
A autarquia entendeu instalar na loja o Espaço Internet, que ainda hoje funciona, pagando a Francisco Machado prestações mensais de 1200 euros.

PORMENORES

'MAU NEGÓCIO'


Ouvido pela Polícia Judiciária do Porto, José Veloso acabou por admitir ter-se tratado de 'um mau negócio' por ter vendido o prédio pelo mesmo preço que o havia adquirido quatro anos antes, então numa transacção judicial.

EXCLUSIVO COM NABEIRO

Assim que comprou o Astória, Machado rubricou um contrato de exclusividade com a Delta Cafés, de Rui Nabeiro. A Delta pagou 40 mil euros, e depois 25 mil, para melhoria de serviço, a serem devolvidos em prestações mensais de mil euros por Machado.

'AMO-TE BRAGA'

Em finais de 2004, Miguel Machado cede o Astória à exploração. Pedro Miguel Ramos ficou com o espaço e abriu o ‘Amo-te Braga’. Contudo, o negócio viria a fechar, por falta de lucro, e a histórica casa voltou à denominação original.

PJ PASSA CONTAS E BENS A PENTE-FINO

PAI - Francisco Mesquita Machado Tem 62 anos e há 32 que lidera a Câmara de Braga. Foi dirigente do Sp. de Braga.
MÃE - Ana Maria Mesquita Machado Tem 61 anos e é sócia com o marido de uma Sociedade Agrícola em Vila Verde.
FILHA - Cláudia Susana Mesquita Machado Tem 38 anos e é proprietária de duas casas: em Braga e Quarteira.
FILHA - Ana Catarina Mesquita Machado Tem 31 anos e comprou a Farmácia Coelho – um negócio investigado.
GENRO - Pedro Machado É administrador delegado de uma empresa multi-municipal.
FILHO - Francisco Miguel Mesquita Machado Tem 35 anos, foi dono do café Astória e arrendou uma loja à CMB.
RENDIMENTOS DECLARADOS E MOVIMENTADOS PELO CASAL E FAMÍLIA (EUROS)
MESQUITA MACHADO E A MULHER
1993
Rendimento declarado: 42 500 (bruto)
Movimentos bancários: 75 750
1994
Rendimento declarado: 44 000 (bruto)
Movimentos bancários: 73 000
1995
Rendimento declarado: 46 000 (bruto)
Movimentos bancários: 64 500
1996
Rendimento declarado: 50 000 (bruto)
Movimentos bancários: 60 000
CLÁUDIA
Rendimento declarado: 6500 (bruto)
1997
Rendimento declarado: 51 000 (bruto)
PEDRO MACHADO E CLÁUDIA
Rendimento declarado: 58 500
Movimentos bancários: 165 000
1998
Rendimento declarado: 53 500 (bruto)
PEDRO MACHADO E CLÁUDIA
Rendimento declarado: 60 000
Movimentos bancários: 230 000
1999
Rendimento declarado: 40 000 (líquido)
PEDRO MACHADO E CLÁUDIA
Rendimento declarado: 42 500 (líquido)
FRANCISCO
Rendimento declarado: 14 500 (líquido)
Movimentos bancários: 200 000
2000
Rendimento declarado: 46 000 (líquido)
PEDRO MACHADO E CLÁUDIA
Rendimento declarado: 59 000 (líquido)
FRANCISCO
Rendimento declarado: 300 000 (líquido)
Movimentos bancários: 782 500
2001
Rendimento declarado: 53.000 (líquido)
PEDRO MACHADO E CLÁUDIA
Rendimento declarado: 55 409 (líquido)
FRANCISCO
Rendimento declarado: 219 000 (líquido)
ANA CATARINA
Rendimento declarado: 2600 (líquido)
Movimentos bancários: 695 480
2002
Rendimento declarado: 51 400 (líquido)
PEDRO MACHADO E CLÁUDIA
Rendimento declarado: 99 300 (líquido)
FRANCISCO
Rendimento declarado: 262 000 (líquido)
ANA CATARINA
Rendimento declarado: 2600 (líquido)
Movimentos bancários: 603 000
LEVANTAMENTO DO PATRIMÓNIO FEITO PELA JUDICIÁRIA
CARROS: LEVANTAMENTO DO PATRIMÓNIO AUTOMÓVEL FEITO EM 2001.
CLÁUDIA
BMW 3-25 I Cabriolet – 1995
Mercedes Benz ML 270 CDI – 2000
FRANCISCO MIGUEL
BMW 346 L – 2000
Opel Corsa C Van – 2001
Mercedes Benz S320 – 1999
Carros em nome da Sociedade Agrícola da Quinta de Salgueiro de ANA MAARIA
Renault Clio – 1999
Mercedes Benz C250 – 1998
Fiat Tractor 50 66 – 1989
BMW 318 TDS – 1995
PROPRIEDADES
ANA MARIA– Mora na rua de Bernardino Machado, 7. Outro prédio urbano em Braga.
CLÁUDIA (nascida em 1970) – Uma casa em Braga e uma em Quarteira.
FRANCISCO MIGUEL (nascido em 1973) – Duas casas em Braga e uma em Quarteira. Faz a primeira declaração de impostos em 1999 e declara 14 500 euros. No início do ano seguinte, compra o café Astória por 400 mil euros, para serem pagos em dez anos.
ANA CATARINA (nascida em 1977) – Compra por 450 mil euros a farmácia Coelho, na praça do Município, mais dois andares com lojas e águas-furtadas na mesma rua, entradas 65/66/67. Tem ainda em seu nome um escritório na rua Conselheiro Lobato, em Braga. Na compra da farmácia, Ana Catarina paga 150 mil euros a pronto.


Liliana Rodrigues / Sérgio Pereira Cardoso / Tânia Laranjo

05/02/2009

Observação nocturna de anfíbios na Reserva Ornitológica de Mindelo



Na proxima quarta feira a não perder na Reserva Ornitológica de Mindelo


Guia: Vasco Flores Cruz


http://anfibioserepteis.blogspot.com/
11 de Fevereiro de 2009, Quarta-feira, 21h30
Os anfíbios são dos animais mais ameaçados do planeta. Na Reserva Ornitológica de Mindelo existem 14 das 17 espécies de anfíbios que ocorrem em Portugal, nomeadamente a salamandra de pintas amarelas, a salamandra-de-costelas-salientes, o tritão de ventre laranja, o tritão palmado, o tritão marmorado, a rã verde, a rã ibérica, a rela, o sapo comum,o sapo corredor, o sapo de unha negra, o sapo parteiro, o sapinho deverrugas verdes e a rã de focinho pontiagudo. Inscrições: Pedro Macedo

pamacedo@gmail.com(5 euros por participante)

03/02/2009

ESTÁ A FAZER DE NÓS PARVOS, SENHOR PRESIDENTE ?

O presidente da Junta de Freguesia de Aver-o-Mar, e o Presidente da Camara da Póvoa parece estarem a tratar os averomarenses por parvos...ou então devem estar a necessitar de ir ao oculista! Então a demolição das cagadeiras é isto ?








Tenham vergonha na cara

A Rua volta ou não a ter utilização ?

Com que direito a cortaram ?



INFELISMENTE PARECE QUE NÃO TÊM....

02/02/2009

O Tribunal confirmou as coisas no seu lugar!


Extrato do Cá70

Em Janeiro de 2008, a sentença proferida pela Juíza Elvira Vieira absolveu Silva Garcia do alegado crime de difamação de que foi acusado pela dupla que dirige a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim. A terminar Janeiro de 2009, o Tribunal da Relação do Porto confirmou a sentença de absolvição, derrotando em toda a linha a intolerância retrógrada, o abuso de poder, a tirania e os tiques antidemocráticos que caracterizam a mentalidade e a praxis de Macedo Vieira e de Aires Pereira, "senhores" da Casa Grande, até ver! Com a absolvição ganhou a Liberdade de Expressão contra a intolerância e a falta de sentido democrático de uma mentalidade caduca e arrogante. Macedo Vieira e Aires Pereira foram politicamente derrotados pelo próprio feitiço.
Não têm a grandeza de alma para pedirem desculpa publicamente por todo o mal que fizeram e que permitiram a outros que fizessem a Silva Garcia!
Resta-lhes, então, perante todos os poveiros, mostrar o mínimo de dignidade, assumindo com os próprios bens os custos do apoio jurídico que contrataram e livrando o erário público das consequências das suas aventuras insensatas. É indispensável que o demonstrem com documentos e não apenas com as habituais e gastas palavras de circunstância. Que o fizeram com o dinheiro de cada um e não com o dinheiro da Câmara, que é de todos nós.
O Tribunal repôs as coisas no seu lugar! Feita justiça, nada obrigava a ter que continuar o convívio com a ignomínia e a falta de escrúpulos. Silva Garcia voltou para o seu círculo pessoal de vida, a cuidar da sua família e da sua profissão.


A JUSTIÇA PODE TARDAR MAS NÃO ESQUECE...ESPERO QUE OS POVEIROS INTERPRETEM A DECISÃO, DO TRIBUNAL POR FORMA A ANALIZAREM OS DESMANDOS DE QUEM DIRIGE O NOSSO MUNICIPIO.

31/01/2009

Mãe compra a pronto casa a offshore

In Correio da Manhã
Maria Adelaide de Carvalho Monteiro, a mãe do primeiro-ministro José Sócrates, comprou o apartamento na Rua Braamcamp, em Lisboa, a uma sociedade off-shore com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, apurou o Correio da Manhã. Em Novembro de 1998, nove meses depois de José Sócrates se ter mudado para o terceiro andar do prédio Heron Castilho, a mãe do primeiro-ministro adquiria o quarto piso, letra E, com um valor tributável de 44 923 000 escudos – cerca de 224 mil euros –, sem recurso a qualquer empréstimo bancário e auferindo um rendimento anual declarado nas Finanças que foi inferior a 250 euros (50 contos).

29/01/2009

José Sócrates está a ser investigado em Inglaterra por corrupção?!

Este post foi copiado (por ser tão bom) do blog do José Maria Martins.
Segundo a notícia do jornal "Correio da Manhã " José Sócrates estará a ser investigado, criminalmente, no Reino Unido por corrupção, no âmbito do processo Freeport.
Veja-se AQUI

Bom, não sei onde está a verdade. Mas já me parece própria de antes do 25 de Abril um tio pedir ao sobrinho ministro que receba investidores.Seria normal no Regedor da Freguesia antes do 25 de Abril.Mais preocupante é que o PM diga que nada tem a ver com licenciamento do Freeport num dia, em Espanha, mas depois o tio e o primo digam o contrário, indo o primo ao ponto de , segundo noticia do jornal "Expresso", ter dito que houve afinal uma reunião entre o representante do investidor britânico e José Sócrates . O que não poderá ser a reunião no Ministério, porque a CM de Alcochete disse que esse representante não esteve na reunião no Ministério! De súbito , depois da investigação do jornal "O Sol", José Sócrates já se lembra que esteve numa reunião no Ministério do Ambiente.Depois o secretário de Estado não tem poderes próprios, mas apenas delegados, podendo a todo o tempo o Ministro, como delegante, decidir as questões delegadas, como se sabe que é princípio fundamental do Direito público político e administrativo, precisamente os ramos do Direito que regem a Administração Pública e logo o Governo, qualquer Governo. Ainda mais preocupante é que o primo de José Sócrates diga que pediu à Freeport a recompensa pela "cunha" metida ao primo Ministro, a José Sócrates.
As coisas nos Ministérios Portugueses passam-se desta forma? Os familiares intercedem juntos dos ministros para receber privados a fim de tratarem de assuntos de Estado? Bom, as coisas começam a clarificar-se, sendo os desmentidos isso mesmo e só isso: desmentidos.Mas doi saber que na Justiça do Reino Unido pode estar sob suspeita o PM de Portugal por ... corrupção!Todavia José Sócrates não falou sobre esse facto, na conferência de imprensa que hoje deu. Sócrates passou por essa questão como a raposa da fábula de Lafontaine passou pela vinha vindimada.O Presidente da República deve dissolver a Assembleia da República e convocar eleições, por uma questão de higiene política portuguesa.A questão é agora sobretudo política. Não é só jurídica. É de Dignidade do Estado Português.José Sócrates não diga que o caso voltou à ribalta por motivos de calendário eleitoral. É uma desculpa esfarrapada , tendente a ser "vendida" aos correligionários do PS.Isto porque as informações apontam no srntido de que a investigação foi relançada pelos ingleses,que não concorrem em Portugal e o Gordon Brown, PM Britânico, até é da mesma família política do PS português.
Os ingleses não vão concorrer com o PS nas eleições em Portugal

E não me venham com histórias de que o PSD e o CDS estão por detrás destas notícias.Já sou crescido e exijo que respeitem a minha inteligência!!!Por tudo isto, mais uma vez, quero sensibilizar os portugueses para que tenham coragem e intervenham no Processo Freeeport como assistentes, como já apelei.Este é um assunto grave demais para ficar sem participação popular.Contém comigo para a intervenção civica, em defesa da democracia, da liberdade, da moralização da política, para lutar contra todo e qualquer corrupto.Por Portugal!COMENTÁRIO: Suspeito??? NÃO!!! A culpa é..............da crise Mundial!!! Ou do Apito Dourado...Mais disto:



To: Toda a sociedade portuguesa
Manifesto pelo último grande jornal da cidade do Porto


Há um só jornal de dimensão nacional sedeado fora de Lisboa, o “Jornal de Notícias”, resistente último à razia que o tempo e as opções de gestão fizeram na Imprensa da cidade do Porto. Todavia, nunca a precariedade dessa sobrevivência foi tão notória como hoje, sendo tempo de todas as forças vivas da sociedade reclamarem contra o definhamento da identidade de uma instituição centenária que sempre as representou, passo primeiro para a efectiva e irreversível extinção. Desde sempre duramente penalizado pela integração em grupos de Comunicação Social, pois sempre foi impedido de viver à medida das audiências e dos resultados, o “Jornal de Notícias” tende a ser profundamente descaracterizado pela remodelação que o Grupo Controlinveste encetou, ao lançar um processo de despedimento colectivo que afectou, para já, 122 pessoas em quatro dos títulos de que é proprietário. São cada vez mais nítidos os indícios de que o referido grupo económico está a usar a crise para levar a cabo uma reestruturação, longamente pensada, que, através da criação de sinergias, destruirá a identidade dos dois jornais centenários de que é proprietário: o JN e o “Diário de Notícias”. Se o processo não for travado, os dois jornais, mesmo que mantenham cabeçalhos diferenciados, serão apenas suportes de conteúdos sem alma. A ideia não é nova e, com a concentração dos media e com alterações legislativas feitas à medida, está em pleno curso. É agora prática corrente a figura do “enviado notícias”, jornalista de um dos dois títulos em serviço no estrangeiro, que vê a sua reportagem (ipsis verbis) publicada em ambos, ainda ontem concorrentes, mesmo que integrados no mesmo grupo. Foi agora criada, à custa do despedimento de fotojornalistas, uma agência fotográfica cujos membros integrantes trabalharão, indiscriminadamente, para os jornais “Diário de Notícias”, “24Horas” e “O Jogo” (o JN entrará logo depois nesse esquema, a primeira grande machadada nas matrizes identitárias das publicações). O resto virá a seguir. Os jornais do Grupo Controlinveste passarão a ser, não importa se sob uma ou várias marcas, veículos de um pensamento unificado. Pensando apenas em optimização de recursos, descaracterizam-se redacções e nada impedirá, como acabou de suceder no JN com a informação internacional, que secções sejam extintas, uma vez que, nesta visão redutora, um só jornalista chegará para alimentar quantos jornais e páginas da Internet for necessário. A prática que se adivinha está já em curso na informação desportiva, em que JN e “O Jogo” partilham trabalho jornalístico. Com a solidificação deste assustador processo, será o JN o mais penalizado e, com ele, a cidade do Porto, todo o Norte do país, vastas extensões da região Centro e, por conseguinte, a própria qualidade da democracia portuguesa. Toda esta estratégia está a ser desenhada à distância, integrando-se nela a recuperação, há menos de um ano, do cargo de director-geral de publicações, entregue ao director do “Diário de Notícias”. Não importa a qualidade boa ou má dos propósitos, apenas que a estratégia do JN vem sendo traçada por pessoas que desconhecem por completo a história, o papel social, o estilo, os leitores ou os agentes sociais que ao longo de décadas tiveram neste jornal a sua voz. Cada vez mais, o JN deixará de ser a montra dos problemas e dos anseios de vastas zonas do país (o fecho e o emagrecimento de filiais são paradigmáticos). Com isso, haverá um crescente isolamento de regiões que o centralismo tem colocado cada vez mais na periferia. Com isso, o debate sobre a regionalização será restrito e controlado pelo espírito centralista. Com isso, questões como o peso do Porto e do Norte no Noroeste Peninsular serão menorizadas. Problemas como o da gestão do Aeroporto Francisco Sá Carneiro serão menos discutidos. A progressão da rede de metro do Porto será menos reclamada. O poder local será ainda mais invisível. O empreendedorismo será asfixiado. A vida cultural será ainda mais silenciada. O país exterior à capital será cada vez mais paisagem. Em sede própria, estão os trabalhadores afectados pelos despedimentos (não apenas jornalistas), muitos deles em situações dramáticas, a lutar pelos direitos que lhes assistem. Aqui, é o jornal que luta pela própria existência. Dentro dos deveres que lhes são impostos, os representantes eleitos pelos jornalistas do “Jornal de Notícias” erguem a voz pela história que lhes cumpre honrar, pedindo que se lhes juntem as vozes de quantos virem na preservação desta identidade uma causa justa. A cidade do Porto e o Norte assistiram, calados, ao desmantelamento de ícones como “O Primeiro de Janeiro” e “O Comércio do Porto”. Quando reclamaram, era tarde. No caso do JN vão ainda tempo de exigir responsabilidade e sensatez. Quando perceber que o fim de tudo foi assim evitado, também o Grupo Controlinveste agradecerá, e é por isso que reclamamos a recuperação urgente do verdadeiro JN. Nacional mas do Porto.


26/01/2009

O estranho caso do era que não era que afinal foi mas não foi...


Do Blog Democracia em Portugal
Para andarem bem informados sobre o "caso" Freeport vão AQUI.
Não é na Comunicação Social que se consegue seguir estas peripécias com imparcialidade e lendo opiniões de cidadãos iguais a nós. Bom trabalho Balbino. No Do Portugal Profundo continuas a trabalhar em prol da justiça e por um país mais democrático.

MONUMENTAL CAGADEIRA 1


A Junta de freguesia de Aver-o-Mar, decidiu dar uma conferencia de imprensa sobre a "Monumental Cagadeira" ...a conferencia de imprensa foi uma autentica fuga para a frente, e Carlos Maçães o Presidente da Junta disse:






" o povo não gostou e por isso as casas de banho vão abaixo, ...as tres artes envolvidas, a Camara Municipal, a Junta de Freguesia e a Igreja, chegamos á conclusão que não era o melhor sitio, pensamos sempre quer nós quer a Camara Municipal que as casas de banho iriam ficar escondidas e estamos a ver que aquilo é quase que um predio e portanto vamos demolilas."




AGORA A QUESTÃO É ESTA SENHORES PRESIDENTES DA CAMARA E DA JUNTA DE FREGUESIA:



VÃO PAGAR DO VOSSO BOLSO TUDO O QUE JÁ LÁ FOI GASTO?



QUEM FOI O AUTOR DO PROJECTO ?



SERÁ QUE HOUVE PROJECTO?



DE QUEM É A RESPONSABILIDADE ?



NÃO TEEM VERGONHA NA CARA ?

Participação do FC Porto posta em causa


As polémicas continuam na Carlsberg Cup e, depois das dúvidas quanto à interpretação da expressão "goal-average", é agora o conceito de jogador "efectivo" que está sob escrutínio e que, no limite, afastará o FC Porto das meias-finais. Em causa está o artigo 11 do Regulamento da Taça da Liga, que diz que "os clubes são obrigados a fazer participar nas suas equipas em cada jogo pelo menos 5 jogadores que tenham sido incluídos na ficha técnica como efectivos em um dos dois últimos jogos oficiais da época em curso, salvo caso de força maior, comunicado à LPFP com a antecedência mínima de 5 dias antes da realização do respectivo jogo e, desde que, os motivos invocados sejam considerados pela LPFP como justificativos". No jogo com o Setúbal, da primeira jornada da terceira fase da Taça da Liga, o FC Porto só utilizou um jogador (Pedro Emanuel) que tinha sido titular num dos dois jogos anteriores (Marítimo e Nacional da Madeira). Questionada sobre o eventual incumprimento do FC Porto, a Liga remeteu para o comunicado 55/07-08, de 24 de Setembro de 2007, em que esclarece a "obrigatoriedade de utilização de jogadores", onde no ponto 2 escreve: "Por 'efectivamente utilizados' entendem-se os jogadores que fizeram parte da formação inicial ou foram suplentes utilizados". Contactado pela Lusa, o FC Porto não quis comentar, tendo remetido para o comunicado da Liga, que nunca foi revogado, e considerou que não cometeu qualquer irregularidade. Pedro Emanuel, Benitez, Guarin, Mariano e Farías são os cinco jogadores que defrontaram o Setúbal e que cumprem o critério do "efectivamente utilizado" do comunicado 55/97-08. Entendimento diferente tem o professor de Direito do Desporto José Manuel Meirim, que defende que a equipa portista corre o risco de ser afastada da prova, na qual jogará com o Sporting as meias-finais, a 4 de Fevereiro. José Manuel Meirim não tem dúvidas sobre o incumprimento por parte do FC Porto, considerando ser "evidente" que jogadores efectivos são os onze que integram a equipa inicial, e suplentes os restantes jogadores no banco de suplentes". Para isso, diz Meirim, basta analisar os artigos 18 e 26 do regulamento das competições, que fazem distinção clara entre efectivos e suplentes. Na opinião de José Manuel Meirim, poderá estar-se também perante um acto negligente da Liga de Clubes pois, sendo público que o FC Porto iria utilizar um equipa "secundária", nenhum órgão deste organismo tomou qualquer iniciativa disciplinar, como impõe o regulamento disciplinar (artigo 4). Outra questão que levanta dúvidas a Meirim é o facto do resultado do jogo estar homologado ou não: o artigo 16 disciplinar refere que apenas 30 dias depois da data do jogo é reconhecido tacitamente o resultado. A partida com o Setúbal realizou-se a 08 de Janeiro, mas o sorteio aconteceu esta terça-feira, facto que pode tornar homologado o resultado. Neste caso, um eventual clube prevaricador seria apenas sancionado com multa. Como a Carlsberg Cup, como refere o respectivo sítio oficial de Internet, é considerado uma prova a eliminar e, caso seja provado que o FC Porto incorreu em incumprimento regulamentar, a sanção aplicada seria de eliminação e multa de 2.500 a 10.000 euros. "Caso seja considerada prova a eliminar ou por pontos, o FC Porto estaria sempre fora das meias-finais. Tudo aponta para esse resultado", disse José Manuel Meirim.

24/01/2009

MONUMENTAL CAGADEIRA



A Junta de Freguesia de Aver-o-Mar está debaixo de fogo dos averomarenses...não lembrava ao diabo, mas mesmo para servir a Igreja e os seus fieis havia necessidade de encerrar uma rua para fazer casas de banho ? E o que diz a isto Macedo Vieira ?


como sempre a culpa vai morrer solteira.

Mas mais grave ainda é o silencio comprometedor da oposição



TENHAM VERGONHA





AFINAL SÃO TODOS IGUAIS...QUEIXAM-SE DE UNS QUANTOS MAS FAZEM A MESMA COISA...

21/01/2009

Donde?


Janeiro 20, 2009 by José Saramago

Donde saiu este homem? Não peço que me digam onde nasceu, quem foram os seus pais, que estudos fez, que projecto de vida desenhou para si e para a sua família. Tudo isso mais ou menos o sabemos, tenho aí a sua autobiografia, livro sério e sincero, além de inteligentemente escrito. Quando pergunto donde saiu Barack Obama estou a manifestar a minha perplexidade por este tempo que vivemos, cínico, desesperançado, sombrio, terrível em mil dos seus aspectos, ter gerado uma pessoa (é um homem, podia ser uma mulher) que levanta a voz para falar de valores, de responsabilidade pessoal e colectiva, de respeito pelo trabalho, também pela memória daqueles que nos antecederam na vida. Estes conceitos que alguma vez foram o cimento da melhor convivência humana sofreram por muito tempo o desprezo dos poderosos, esses mesmos que, a partir de hoje (tenham-no por certo), vão vestir à pressa o novo figurino e clamar em todos os tons: “Eu também, eu também.” Barack Obama, no seu discurso, deu-nos razões (as razões) para que não nos deixemos enganar. O mundo pode ser melhor do que isto a que parecemos ter sido condenados. No fundo, o que Obama nos veio dizer é que outro mundo é possível. Muitos de nós já o vinhamos dizendo há muito. Talvez a ocasião seja boa para que tentemos pôr-nos de acordo sobre o modo e a maneira. Para começar.
Publicado em O Caderno de Saramago

20/01/2009

AI VARZIM VARZIM...POR QUEM ESTÁS DIRIGIDO



... Marco Cláudio quis bater com a porta.
É o que indica a edição deste domingo do jornal O Jogo:
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Marco Cláudio queria sair

Com dois meses de salários em atraso, o médio Marco Cláudio, que termina contrato em Junho, apresentou a carta de rescisão, obrigando a Direcção do Varzim a regularizar Novembro e Dezembro. Desta forma, os dirigentes, que temiam a saída do jogador para outro clube, resolveram a questão, tendo agora de encontrar soluções para pagar os vencimentos atrasados ao restante grupo de trabalho.
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Como não é caso único, o plantel poderá conhecer dias de grande instabilidade no futuro próximo. O reflexo será evidente nas exibições e nos resultados, o desânimo vai tomar conta dos adeptos... e este será mais um ano em que vemos o projecto da subida a não passar disso mesmo... UM PROJECTO!
Mas, já agora, o Varzim não encaixou €400 mil com a venda do Yazalde?
Onde está o dinheiro? O Braga já pagou?
É que esse montante seria, no mínimo, suficiente para honrar os compromissos salariais com os atletas.
Preto No Branco

Sábado, Janeiro 17, 2009

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14.ª jornada - Domingo, 11 Janeiro, 2009-

Rui Dias terá certamente ficado nervoso quando no final do jogo alguns adeptos exibiram os lenços brancos em sinal de descontentamento com as últimas exibições da equipa.
Tão nervoso que até disse na sala de imprensa que "se o jogo se repetisse" nas condições em que decorreu e "se a equipa fosse um pouco mais feliz do que foi" na tarde de ontem, o resultado seria uma vitória "não por 2-1, não por 3-1... mas provavelmente por 4 ou 5-1".
Foi esta a resposta que o técnico varzinista deu à pergunta de um repórter de uma rádio local sobre se o Varzim teria dado (ou não) 45 minutos de avanço ao Covilhã.
Olhando à forma como o jogo decorreu, parece-me que a pergunta faz todo o sentido... e a resposta soa a enormidade.
Daquelas que às vezes se ouve por aí quando os treinadores querem bater com a porta mas não querem sair pelo próprio pé.
Objectivamente o Varzim x Covilhã que acabou com um golo para cada lado foi um jogo grosso modo interessante entre duas equipas em igualdade de circunstâncias na tabela e com qualidade equiparada. Se na primeira parte mandaram os Leões da Serra (fazendo uso da velocidade, dos contra-ataques perigosos... e dos erros de palmatória da defensiva poveira), na etapa complementar o domínio pertenceu completamente a um Varzim com atitude renovada e disposto a anular o golo do adversário... marcado a meio do primeiro tempo por Elivelton, na sequência de uma infantil perda de bola a meio campo associada à descompensação defensiva que foi uma constante nos primeiros 45 minutos.
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Mas na segunda parte, o Varzim foi muito mais equipa. Corrigiu algumas falhas de marcação, anulou em larga medida as progressões do Covilhã a partir do meio campo e apontou a mira à baliza adversária. Massacrou a equipa de Hélio Sousa até aos limites... tanto que eu até diria que um eventual triunfo não seria escândalo nenhum.
Mas se, às vezes, teve azar na forma como falhou, noutras (e não tão poucas como isso) foi notório um certo estado de inaptidão da linha avançada. Nomeadamente de Miran.
No início eu até entendia o porquê da utilização daquela 'torre' de um metro e noventa e tal de altura. Era - como Rui Dias dizia - uma referência de ataque fundamental, não tanto para facturar, mas para abrir os espaços necessários para que outros pudessem encontrar caminho aberto para a baliza adversária. Hoje nem isso.
O ponta de lança brasileiro denota sérias dificuldades em lances divididos, hesita na hora de passar ou rematar, não tem noção de localização no terreno na hora de se desmarcar. Está claramente em baixo de forma ou em crise de confiança. Está a precisar muito de um golo para arrebitar. Esteve até perto disso... por duas vezes... mas falhou!
Ao lado dele, um Bruno Moreira que vem de uma lesão e que procura - dentro da medida do possível - colmatar o lugar vago que Yazalde deixou na dianteira alvi-negra.
Também ele passou, por vezes, ao lado do jogo. Depois, as substituições: nenhuma delas teve resultados significativos... ou pelo menos os efeitos que Rui Dias desejaria.
Confesso que a que mais entusiasmou foi a entrada de Mendonça para o lugar de um desinspirado Marco Cláudio (também ele recém recuperado de uma lesão).
Nos minutos imediatamente a seguir à sua entrada em campo, o internacional angolano até deu novo ritmo à manobra ofensiva, com trocas sistemáticas de flanco e bastante seguro na hora de garantir mais posse de bola. Sol de pouca dura.
Neste Varzim em restruturação atacante, teve de ser um central a resolver.
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Ruben, na sequência de um pontapé de canto, marcou de cabeça o tento que permitiu ao Varzim não perder a partida frente ao Covilhã.
E voltando ao início do texto, à pergunta que iniciou a conferência de imprensa de Rui Dias (que fui ouvindo atentamente a caminho de casa), penso que seria mais honesto da parte do técnico varzinista admitir que a equipa andou 45 minutos com um rendimento aquém do desejado, em vez de entrar na clássica matemática das oportunidades e dos cantos que tivemos a mais em relação ao nosso adversário.
O que ontem aconteceu foi fruto de uma notória falta de atitude que mudou como da noite para o dia durante a segunda parte.
Grande deve ter sido o puxão de orelhas ao intervalo.
Mas o que verdadeiramente me inquieta é o desconhecimento da origem desta situação.

Preto No Branco


ESTES DOIS ARTIGOS DO BLOG PRETO NO BRANCO, OBRIGA-ME A TECER ALGUNS COMENTARIOS, aSSIM


É DE FACTO VERDADE QUE RUI DIAS ANDA NERVOSO

SE AINDA NÃO REPARARAM A CULPA DOS MAUS RESULTADOS PASSOU A SER DOS JOGADORES E NÃO DELE

FALA DO ALTO DO PEDESTAL QUANDO AINDA HÁ POUCO TEMPO ERA BASTANTE HUMILDE

APOSTA EM JOGADORES NITIDAMENTE EM BAIXO DE FORMA

ESTA´POR CERTO A PRETENDER BATER COM A PORTA, COMO DIZ O PRETO NO BRANCO , SEM DAR O PRIMEIRO PASSO


A VITORIA EM VIZELA É OBRIGATORIA


NO CASO DE NÃO ACONTECER O VARZIM TEM DE ENCONTRAR SOLUÇÕES RAPIDAMENTE POIS ARRISCA-SE A LUTAR PARA NÃO DESCER DE DIVISÃO

A VERGONHA CONTINUA...

APESAR DE PRETENDEREM ESCONDER, A VERDADE É QUE 4 ANOS DEPOIS DAS DENUNCIAS SOBRE O ATENTADO AMBIENTAL EM TERROSO, ESTE CONTINUA ÁS CLARAS

IMAGENS RECOLHIDAS NOS DIA 20 DE JANEIRO DE 2009
TAMPA DE SANEAMENTO ONDE ELE NÃO EXISTE...LEIAM O LOGOTIPO DO MUNICIPIO...ISTO ESTÁ Á ENTRADA DA RUA DAS PÓVOAS, JUNTO AO RESTAURANTE AQUEDUTO
A EMPRESA QUE FAZ O ARRANJO DOS PASSEIOS TEVE DUVIDAS E NÃO FECHOU A TAMPA


PARA QUE FIZERAM OS PASSEIOS SE AS AGUAS CONTINUAM PARA O MONTE ?




ESTAS IMAGENS E ESTES ACTOS, NUM ESTADO DE DIREITO, DARIA PROBLEMAS AOS SEUS AUTORES...NA PÓVOA DE VARZIM E EM PORTUGAL NÃO

31/12/2008

CESSAR FOGO EM GAZA...JÁ


Caros amigos,
Inclua seu nome no abaixo-assinado de emergencia exigindo o cessar-fogo em Gaza. Nós o entregaremos imediatamente ao Conselho de Segurança da ONU, à Liga Árabe e aos líderes dos EUA e de outros países! Mobilize-se agora! Ao observarmos o massacre de Gaza com horror e assustados com a rápida e descontrolada espiral da crise, uma coisa é certa: essa violência só causará mais sofrimento entre os civis e uma escalada do conflito.
É preciso encontrar outra solução. Até agora, mais de 370 pessoas já morreram e outras centenas foram feridas. Pela primeira vez, os mísseis estão atingindo a cidade de Ashdod, no interior de Israel, e ambos os lados do conflito estão se mobilizando para uma invasão. Começou uma reação mundial, mas será preciso mais do que palavras: não haverá o fim da violência imediata, nem a garantia de paz geral sem uma firme mobilização da comunidade internacional.
Estamos lançando hoje uma campanha emergencial que será entregue ao Conselho de Segurança da ONU e às principais potências mundiais, pedindo medidas para garantir o cessar-fogo imediato, atenção à escalada dessa crise humanitária e providências para que se possa chegar à paz real e duradoura na região.1 Siga o link abaixo agora mesmo para assinar o abaixo-assinado de emergencia e enviá-lo a todas as pessoas que você conhece:
Após oito ou mais anos de diplomacia americana e internacional sem resultados, que levaram ao dia mais sangrento de Gaza já registrado pela memória recente, precisamos levantar um protesto mundial exigindo que os líderes mundiais façam mais do que emitir declarações, para que possam garantir a paz nessa região. A ONU, a União Européia, a Liga Árabe e os EUA devem agir juntos para garantir um cessar-fogo, inclusive dando fim aos ataques de mísseis em Israel e abrindo os pontos de travessia de fronteiras para obtenção de combustíveis, alimentos, medicamentos e outras remessas de ajuda humanitária.
Com a posse do novo presidente americano em menos de um mês, surge uma oportunidade real de reviver os esforços de paz. As recentes hostilidades exigem não apenas um cessar-fogo imediato, como também um compromisso de Obama e outros líderes mundiais de que a resolução do conflito entre Israel e Palestina terá prioridade máxima em suas agendas. Diante do impacto desse conflito contínuo em todo o mundo, isso é o mínimo que devemos exigir.
Em 2006, fizemos uma mobilização pelo cessar-fogo no Líbano. Durante anos, temos trabalhado por uma paz justa e duradoura, publicando outdoors e anúncios em Israel e na Palestina. Agora, entrando no novo ano de 2009, precisamos nos mobilizar novamente para exigir a resolução pacífica e duradoura do conflito, em vez da escalada da violência. Siga este link para incluir seu nome do pedido de paz:
Todos os lados do conflito continuarão a agir assim como antes se acreditarem que o mundo vai permitir que eles continuem com essa postura sem fazer nada para detê-los. Dois mil e nove será um ano em que as coisas poderão ser diferentes. Diante dessa crise e das possibilidades de um novo ano, é hora de exigir o cessar-fogo e trabalharmos juntos para finalmente dar fim a esse ciclo de violência.
Com esperança e determinação,
Brett, Ricken, Alice, Ben, Pascal, Paul, Graziela, Paula, Luis, Iain e toda a equipe da Avaaz

1 Entre as medidas adicionais possíveis estão: uma resolução formal do Conselho de Segurança em vez da emissão de uma declaração à imprensa, como a de 28 de dezembro de 2008; pressão internacional explícita nas esferas pública e privada para que as partes conflitantes acabem com as hostilidades, inclusive elaborando termos claros para a retomada das negociações (ver também este artigo em inglês: http://www.jpost.com/servlet/Satellite?cid=1230456497503&pagename=JPost/JPArticle/ShowFull); supervisão internacional da fronteira em Rafah; e, com o tempo, uma resolução detalhada do Conselho de Segurança estabelecendo os termos do direito internacional para a paz permanente entre Israel e a Palestina.

27/12/2008

AS " MAIS DE 2008 "

Janeiro
"Eu não tinha condições para continuar."
Correia de Campos, ex-ministro da Saúde, ao explicar porque pediu demissão
"Dá cá um abraço. Obrigado pá. Obrigado por tudo o que fizeste."
José Sócrates a Correia de Campos na tomada de posse dos novos ministros, depois da remodelação ministerial do início do ano
"Correia de Campos comunicou mal o problema das urgências e isso minou-lhe tudo o resto."
Jorge Coelho na SIC Notícias, explicando a saída de Correia de Campos
"O PS tinha um compromisso com o Tratado Constitucional. Agora é o Tratado de Lisboa, que não existia na altura. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. As circunstâncias alteraram-se completamente. É um tratado diferente"
José Sócrates no final da Comissão Política Nacional do PS, justificando porque decidiu não submeter o Tratado de Lisboa a referendo
"Foi uma excelente lição para Cadilhe, que sabe tanto de economia como eu de costura."
Miguel Beleza, ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva (1990-91), sobre a derrota do também ex-ministro das Finanças de Cavaco (1985-1990) para Santos Ferreira na disputa pela presidência do BCP
"Eu não sabia da criação das mais de 17 offshores."
Alípio Dias, ex-administrador do BCP
"Os trabalhadores dos impostos têm receio de atacar os grandes, os tubarões."
Helder Ferreira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos
"Pode-se mudar Portugal em seis meses."
Luís Filipe Menezes, então líder do PSD em Janeiro
Fevereiro
"O efeito directo (para a economia portuguesa) da crise das hipotecas subprime e de uma recessão americana é relativamente pequeno."
Sérgio Rebelo, economista português e professor da Kellog School of Management dos EUA ao Diário Económico
"Desde que iniciámos funções, a economia gerou 94 mil postos de trabalho. Não vejo nenhuma razão para que no próximo ano e meio não consigamos ter mais emprego e conseguirmos atingir o nosso objectivo."
José Sócrates, em 15/2, afirmando que o governo vai conseguir cumprir o objectivo de criar 150 mil novos postos de trabalho até ao final da legislatura
"Do ponto de vista moral, não tive dúvidas em aceitar o convite para trabalhar na Lusoponte. Não fiz o contrato [de construção da Ponte Vasco da Gama] a pensar nisto e já passaram 12 anos. Eu estou na Lusoponte há um ano!"
Joaquim Ferreira do Amaral, ex-ministro das Obras Públicas
"E então a ASAE ainda não veio cá?"
Cavaco Silva, na cozinha do Convento de Arouca, onde se preparam doces conventuais
"Já o disse várias vezes, o primeiro-ministro é corajoso."
Pedro Santana Lopes, então líder da bancada parlamentar do PSD
"Isto é antidemocrático."
José Sócrates, vaiado por professores à porta da sede do PS
"A melhor maneira de estar numa organização sem criar grandes problemas é não fazer nada."
Luís Cunha Ribeiro, ex-presidente do INEM, em Fevereiro
"Cada vez que ponho a cabeça de fora, começa o tiroteio."
Pedro Santana Lopes, em Fevereiro
Março
"Fui sempre uma mulher de palavras, mas hoje estou completamente entupida."
Maria Cavaco Silva, durante uma visita a uma escola de Maputo
"Agora é que a minha mulher vai ficar mais bonita."
Cavaco Silva, referindo-se a um lenço tradicional oferecido à mulher em Moçambique
"Há um vazio, o PSD ainda não merece ser Governo, o PS já não merece"
Luís Filipe Menezes, líder do PSD
"Não vai ser fácil [afastar Menezes da liderança do PSD] porque vai mesmo ter que ser 'à bomba'."
Pacheco Pereira, no blogue Abrupto
Abril
"Fui o guionista, o protagonista e o director do 25 de Abril."
Otelo Saraiva de Carvalho
"Para mim, chega! (...) Tenham coragem aqueles que ao longo dos meses indicaram que seriam bons líderes, mostrem agora que são carismáticos."
Luís Filipe Menezes, ao renunciar à liderança do PSD
"Incomoda-me a falta de respeito com que tratam o PSD."
Manuela Ferreira Leite, no lançamento da sua candidatura à liderança do PSD, 28/4
"Não tenho dinheiro sequer para mandar cantar um cego."
José Oliveira e Costa, ex-presidente do BPN, ao negar ter interesse em comprar o Expresso
"Não tenho quaisquer dúvidas sobre o carácter e honestidade de Fátima Felgueiras."
Armando Vara, ex-ministro adjunto do primeiro-ministro e ex-ministro da Juventude e Desporto de António Guterres e administrador do BCP
"Que políticos anfíbios são estes que saltam de um conselho de ministros para um verdadeiro conselho de ministros empresarial de uma empresa de construção civil que negoceia com o Estado e tem um ministro do PSD, um dirigente do CDS e vários ministros do PS?"
Francisco Louçã, referindo-se à entrada de Jorge Coelho na administração da Mota-Engil. Debate na AR, 11/4
"A Madeira é uma obra ímpar. João Jardim é um exemplo supremo na vida democrática."
Jaime Gama, presidente da Assembleia da República e militante do PS
"O importante é a percepção que se cria nas pessoas. O mercado vai atrás de quem? Das empresas ganhadoras. Mas é claro que dá alguma sensação poder dizer: 'Ó Sócrates, recebes-me aí o Manuel Joaquim amanhã?'"
António Cunha Vaz, da Cunha Vaz & Associados, em entrevista ao Público
"Tudo isto envolve dinheiro, mas estou-me cagando para o dinheiro. Quero é um sítio onde os livros sejam tratados com dignidade."
António Lobo Antunes, referindo-se à possibilidade de abandonar a editora Leya
Maio
"Admitir que se pudesse passar no BPI o que se passou no BCP, para mim, é ofensivo. Porque o que se passou no BCP é abaixo de tudo."
Fernando Ulrich, presidente do BPI, ao Diário Económico, em Maio
"Tenho o dever cívico de vos manifestar profunda indignação pela atitude do PS na 6ª feira na Assembleia da República a propósito do voto de pesar ao cónego Melo. Mesmo que ela tenha ocorrido após a vergonha da homenagem do seu Presidente ao Dr. A. J. Jardim: temos o direito - e o dever - de não nos habituarmos !"
Carta de Victor Louro, antigo deputado à Assembleia da República, enviada ao Grupo Parlamentar do PS. A Assembleia da República aprovou no dia 2/5 um voto de pesar pela morte do cónego Melo, com os votos favoráveis do CDS-PP e do PSD, a abstenção da maioria dos deputados socialistas e o voto contra do PCP, BE e PEV. O Parlamento fez depois um minuto de silêncio. Dois deputados do PSD, dezenas de deputados do PS e todo o grupo parlamentar do BE abandonaram a sala.
"Sugiro ao PS e aos seus responsáveis uma reflexão profunda sobre a pobreza, as desigualdades sociais, o descontentamento."
Mário Soares em artigo no Diário de Notícias
"O governo não está a dormir, à espera que o dr. Mário Soares faça um aviso."
Mário Lino, ministro das Obras Públicas
"Estamos a empurrar o país para a esquerda com a nossa inoperância. O Bloco de Esquerda e o PCP, daqui a nada, são 20% e isto não se passa em nenhum outro país da Europa."
Manuela Ferreira Leite, em entrevista à RTP
"De facto fumei no avião, com pessoas que vinham na minha comitiva, como o ministro da Economia, enquanto conversávamos. (...) Se por algum motivo violei algum regulamento, lamento o que fiz. Peço desculpa por isso e isso não voltará a acontecer. (...) Decidi deixar de fumar."
José Sócrates, que fumou no voo para Caracas, DN de 15/5
"Quem introduziu o calvinismo na vida política foi um primeiro-ministro que achou que devia fazer exibição política dos seus vícios."
Francisco Louçã, no debate parlamentar com o primeiro-ministro
"Tendo em conta que, deixando de fumar, Sócrates viverá mais tempo, não sei se a medida será benéfica para o País. Nesse sentido, é possível que não seja uma promessa, mas sim uma ameaça."
Ricardo Araújo Pereira na Visão, 22/5
"Não concordo nem discordo. O primeiro-ministro e o ministro do Trabalho intervieram na defesa da proposta de revisão do Código do Trabalho. Eu optei por não falar."
João Proença, justificando porque optou por ficar em silêncio na reunião da Comissão Política do PS que discutiu o Código do Trabalho, Público online, 21/5
"Dupla personalidade tem você"
João Proença, no final da mesma reunião, em resposta a um jornalista da TSF que lhe perguntou se estava perante um caso de "dupla personalidade".
"Os senhores agora têm que se habituar que eu já não tenho vida política"
Jorge Coelho aos jornalistas, depois de os accionistas da Mota-Engil SGPS, em assembleia geral, terem aprovado a sua nomeação para a vice-presidência do grupo
Junho
Hoje, eu tenho de sublinhar a raça, o dia da raça, o dia de Portugal, de Camões e das comunidades portuguesas."
Cavaco Silva no dia 10 de Junho
"É incompreensível que o mais alto representante da República veicule publicamente a pior imagética do anterior regime."
Fernando Rosas, historiador e deputado do Bloco de Esquerda
"A minha lealdade é com os milhares de portugueses que votaram socialista e estão neste momento desempregados ou precários."
Manuel Alegre, no Teatro da Trindade no dia 3 de Junho
"O Bloco de Esquerda é um epifenómeno, como foi o PRD. Espero que tenha o mesmo destino."
Renato Sampaio, presidente da Federação Distrital do Porto, que se arrisca a ter uma espera longa
"Concebo um sistema de ensino sem Ministério da Educação."
Daniel Sampaio, psiquiatra
Julho
"Trinta e cinco por cento dos pobres são pessoas que trabalham."
Alfredo Bruto da Costa, presidente do Conselho Económico e Social, no final de uma audiência com o presidente da República
"Não tenho dúvidas de que [eu e Pedro Santana Lopes] éramos mais representativos, intelectualmente mais sólidos, culturalmente mais bem preparados, politicamente mais experientes, ideologicamente mais esclarecidos, mais carismáticos e melhores comunicadores [do que Manuela Ferreira Leite e Paulo Rangel]."
Luís Filipe Menezes, ex-líder do PSD, em artigo de opinião no Diário de Notícias
"A família tem por objectivo a procriação."
Manuela Ferreira Leite, em entrevista ao Diário de Notícias (2/7), a propósito do casamento das pessoas do mesmo sexo.
"Será que, na mesma linha de raciocínio, [Manuela Ferreira Leite] pensa proibir o casamento para heterossexuais inférteis?"
Reacção da Ilga às palavras da dirigente do PSD
"Robin dos Bosques não se juntava aos ladrões do castelo para dividir os lucros."
Francisco Louçã no debate com o primeiro-ministro sobre o Estado da Nação
"Como a CGTP não assina nada, a UGT tem de assinar."
João Proença, em resposta à pergunta "Assina tudo o que o Governo lhe põe à frente?"na Sábado
Agosto
"Da mesma forma que a gente faz a reforma agrária na terra, vamos fazer uma reforma aquária na água."
Lula da Silva, presidente do Brasil, ao transformar a Secretaria das Pescas em Ministério
"Paulo Portas vai condenar o CDS a ser o partido do táxi."
Narana Coissoró, militante do CDS/PP
"Quero agradecer aos portugueses, porque toda a gente vê as minhas provas e quero pedir desculpa, porque estão a pagar para eu estar aqui e não consegui chegar à final."
Francis Obikwelu anunciando o fim da carreira de atleta de elite, onde levou Portugal à medalha de prata nos 100 metros das olimpíadas de 2004
"Os prémios são sempre agradáveis, sobretudo quando vêm com muito dinheiro."
António Lobo Antunes, escritor, vencedor do Prémio Camões
Setembro
"Sócrates fingiu que não lia o discurso, mas fazia-o através de um ‘powerpoint'".
Manuela Ferreira Leite sobre o comício de ‘rentrée' política do PS em Guimarães, que acusou de ser uma "lamentável ostentação de riqueza".
"Os alunos vão ter aulas ali? Pensava que fossem contentores para as obras."
José Sócrates, primeiro-ministro, numa visita à Escola Secundária Pedro Nunes, em Lisboa
"São monoblocos para os alunos terem aulas, eles depois nem querem sair daqui."
Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação, justificando que os contentores tinham ar condicionado e eram melhores do que pareciam
"Achei que conseguiria, com tempo e persuasão, convencer o dr. Nobre Guedes a não se afastar
Paulo Portas justificando ter demorado um ano para informar a renúncia do seu vice-presidente
"Durante o último ano, a minha vida política foi rigorosamente igual à de Nobre Guedes: eu não tive interesse em desempenhar cargos no CDS, não compareci numa única reunião do partido nem participei em qualquer iniciativa partidária. Por isso, há uma possibilidade muito forte de eu ter sido vice-presidente do CDS sem saber."
Ricardo Araújo Pereira, na Visão, 11/9
"O tempo da facilidade acabou."
José Sócrates, acerca dos professores sem colocação
"A casa foi-me atribuída legalmente. O contrato de arrendamento era legal."
Ana Sara Brito, vereadora do PS responsável pela Acção Social da Câmara Municipal de Lisboa, explicando porque morou durante 20 anos numa casa da Câmara, pela qual pagava uma renda de 146 euros
"Verifica-se que a generosidade do regime de subsídio de desemprego (...) continua a contribuir para um nível elevado de desemprego de longa duração."
Boletim Económico do Banco de Portugal, Outono de 2008
"É uma loucura, são declarações de quem está mal com a vida e consigo própria, devia repensar a sua posição no partido. Não é um discurso político, é um discurso a necessitar de Lexotan".
José Lello, dirigente do PS, referindo-se às críticas de Ana Benavente à política do governo
Outubro

"Fiquei surpreendido por ver como as vacas avançavam uma a uma e se encostavam ao robot, sentindo-se deliciadas enquanto este realizava a ordenha"
Cavaco Silva, referindo-se a um robot existente numa exploração que visitou, JN 3/10
"O aumento do salário mínimo nacional roça o nível da irresponsabilidade."
Manuela Ferreira Leite, líder do PSD, num almoço com empresários em Lisboa, depois de o primeiro-ministro ter confirmado que o salário mínimo nacional de 2009 seria aumentado para 450 euros, conforme acordado desde Dezembro de 2006 na Concertação Social
"Se houver uma proposta da Comissão Europeia para se acabar com todos os off-shores, eu serei o primeiro a dizer que sim."
Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, no Parlamento
"Até o Magalhães o abria."
Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, ao entregar no Parlamento o Orçamento do Estado de 2009 numa pen, três horas e meia depois do horário inicialmente previsto. Horas depois, os grupos parlamentares denunciaram que faltavam os relatórios e os mapas, sem os quais o Orçamento fica ininteligível.
"Todos os meus assessores usam este computador. Não precisam de outro."
José Sócrates, referindo-se ao Magalhães, na cimeira Ibero-americana
Novembro
"Sócrates nem sequer se apercebe, que, quando diz que o computador é resistente aos líquidos, pela cabeça daqueles adultos empedernidos, os líquidos que se imaginam não são propriamente nem água, nem leite, nem iogurte."
José Pacheco Pereira, no blogue Abrupto, 2/11
"[Ao] desemprego de Cabo Verde, ao desemprego da Ucrânia, isso ajudam. Ao desemprego de Portugal, duvido".
Manuel Ferreira Leite, interrogada se não considera que "as obras públicas ajudarão, pelo menos, ao factor desemprego"
"Eles não precisam de 80 euros para ir beber cervejas, comer doces ou serem roubados pelos filhos."
Maria José Nogueira Pinto, nas Jornadas Parlamentares do PSD, explicando porque é contra o Complemento Solidário para Idosos
"O montante das dívidas sempre foi e é todos os anos transparente, quando todos os serviços do Ministério da Saúde publicam as suas contas. Portanto é só fazer as contas para se saber o montante das dívidas".
Francisco Ramos, Secretário de Estado da Saúde, respondendo à pergunta «Qual o valor da dívida da saúde?» formulada pelos jornalistas na Assembleia da República
"Essas coisas do Financial Times são muito subjectivas. Eu, por exemplo, acho que os ingleses se lavam pouco."
Nogueira Leite, economista, sobre o ranking publicado no influente diário económico britânico, que aponta Teixeira dos Santos como o pior ministro das Finanças da União Europeia
"Mesmo quando a supervisão não descobre fraudes, não significa que não faça nada. Faz e muito."
Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal, sobre o caso BPN
"Oliveira e Costa divorciou-se da mulher com quem era casado havia 42 anos, e passou os bens para o nome da senhora. Trata-se do rigoroso oposto do 'golpe do baú': o objectivo não é casar para ficar rico, é divorciar-se para enriquecer o cônjuge."
Ricardo Araújo Pereira na Visão, 27/11
"Estas manifestações também servem para fazer chantagem não apenas sobre a ministra da Educação mas sobre as escolas e os professores (...) e esse é o objectivo."
Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação, em entrevista à RTP, referindo-se à manifestação de 120 mil professores em Lisboa, 8/11
"Peço desculpa aos senhores professores por ter causado tanta desmotivação."
Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação
"Uma carta de um menino que recebeu um computador para ter em casa, não sei já em que circunstância, e escreveu-me a dizer: 'Quando for grande, vou inscrever-me no PS'."
Maria de Lurdes Rodrigues em entrevista ao Público, partilhando um dos bons momentos que teve no ministério da Educação
"Lamento ter dito algumas coisas que não deveria dizer."
George W. Bush à CNN, ao fazer o balanço do seu mandato
"Os portugueses têm de poupar mais e comprar menos Mercedes."
António Borges, vice-presidente do PSD
"É muito difícil explicar a uma criança as diferenças entre o PS e o PSD."
Patrícia Reis, escritora e jornalista
"A Coreia do Norte está numa zona do planeta que liga muito aos chefes."
Odete Santos, em entrevista à SIC Notícias, 29/11
"Umas breves considerações sobre o BE. (...) Com carácter social-democratizante disfarçado por um radicalismo verbal esquerdizante."
Jerónimo de Sousa, na abertura do Congresso do PCP
Até nem sei se não seria bom estar seis meses sem democracia para pôr tudo em ordem e depois voltar à democracia."
Manuela Ferreira Leite, criticando o ataque do governo aos professores e funcionários públicos
«Não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite», defendeu.
Manuela Ferreira Leite, admitindo ter alguma dificuldade em passar a sua mensagem através dos meios de comunicação social
Dezembro
"Eu acreditaria em mim."
Dias Loureiro, a propósito do caso BPN
"O Banco Privado Português (BPP) não tem um impacto sistémico no sector financeiro nacional, dado o peso pouco significativo de depositantes que tem."
Teixeira dos Santos, ministro das Finanças (24/11)

"Em virtude dos riscos de contágio que aquela situação potencialmente comporta, foi possível obter a concordância de outras instituições de crédito para prestar apoio financeiro ao Banco Privado Português..."
Comunicado do Banco de Portugal, justificando o plano do Banco de Portugal e do governo para financiar o BPP, 2/12
"Estou sempre tranquila. Uma coisa que me caracteriza é a tranquilidade."
Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação, no dia da greve de professores, em 3 de Dezembro
"Iniciada a avaliação a sério este ano, estarei aberta à discussão das alterações ao modelo e até à sua substituição."
Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação, no dia 4 de Dezembro, perante os deputados da comissão parlamentar
"Isto é um beijo de despedida do povo iraquiano, cão"
Muntader al-Zaidi, jornalista de 29 anos que tentou atingir o presidente dos EUA, George W. Bush, com os seus sapatos durante uma conferência de imprensa em Bagdad

26/12/2008

Revista que explora 'culto ao corpo' gera polêmica no Líbano



Jasad já enfrenta pressão de grupos opositores


Uma revista que explora temas tabus na sociedade árabe chegou às bancas nesta segunda-feira no Líbano em meio a muita controvérsia.A revista intitulada Jasad (Corpo, em árabe) é uma das raras publicações a explorar temas eróticos no país. A capa da primeira edição mostra uma mulher nua envolta em um pano de seda.
A revista trimestral foi idealizada pela poeta e jornalista libanesa Joumana Haddad, e contará com colaboradores de vários países do mundo árabe como Egito, Marrocos, Síria, Territórios Palestinos e Arábia Saudita.
“A revista é um sonho antigo, uma extensão do meu trabalho como poeta, uma forma de me expressar”, disse Haddad, também editora de cultura do jornal diário An Nahar.
Ela defende a publicação como uma forma de tentar recuperar uma antiga tradição literária na língua árabe, que se perdeu pela "influência religiosa na vida diária da sociedade”.
"Escritores árabes produziram textos maravilhosos, e com conteúdos que exploravam o corpo, entre os séculos 10 e 13, como Mil e Uma Noites."
Restrições
Uma publicação como Jasad não passa despercebida em uma região conservadora como o mundo árabe, onde publicações sofrem restrições mesmo em países como o Líbano, considerado mais liberal em relação a outros.
Nas bancas de Beirute pode-se encontrar revistas e livros pornográficos, mas de origem estrangeira. A Jasad seria a primeira publicação verdadeiramente libanesa.
Antes mesmo de ser lançada, o projeto já sofreu oposição de alguns grupos.
Haddad disse que não apenas os muçulmanos, mas também os cristãos mais conservadores desaprovam sua revista. Muitos a aconselharam a não levar adiante seu projeto.
Recentemente, em uma feira de livros em Beirute, um pôster da revista foi arrancado por um indivíduo que acusou a imagem da capa de ser “proibida”.
“Inclusive amigos me falaram que eu deveria repensar o projeto, que poderia me trazer problemas. Confesso que comecei a ficar nervosa com esta atenção toda, mas não tenho medo, pois, felizmente, vivo num país mais livre como o Líbano”, salientou ela.
O nível de tolerância no mundo árabe varia dependendo do país. Mas, em geral, há repressão a idéias que quebrem os tabus sobre temas como virgindade, erotismo e homossexualidade.
Mas ano após ano, com a globalização e acesso à internet, governos da região vêm encontrando cada vez mais dificuldades em controlar a produção cultural que difere das normas pré-estabelecidas.
A revista contará com artigos, fotos, arte e ilustrações que falarão sobre o culto ao corpo, erotismo e sexo. Os autores assinarão os trabalhos usando seus nomes, e não com pseudônimos.
Haddad lançou a revista como forma de se expressar “No Líbano, a revista Jasad, com 200 páginas, será vendida em envelopes plásticos lacrados como “publicação adulta”. No exterior, ela será entregue para assinantes que pagarão 130 dólares por todas as quatro edições anuais.
De acordo com a jornalista, já há assinantes no Egito, Marrocos, Tunísia e até a Arábia Saudita, considerado o país mais conservador do mundo árabe.
“Tenho esperanças de que o projeto dará muito certo, tudo está sendo feito com muita paixão”, declarou Haddad, que começou a colocar em prática o projeto da revista há dois anos.
Empreendimento
O site da revista, que também vai mostrar seu conteúdo, contará com um fórum de discussão e que tentará estimular o livre debate sobre o corpo.
“Estou ciente que teremos muitas polêmicas, por isso vamos controlar os comentários no site. Sei que seremos ofendidos por aquelas pessoas mais fanáticas”.
Para realizar seu projeto pessoal, a poeta libanesa fundou sua própria editora e conseguiu um distribuidor que se comprometeu a não interferir no conteúdo.
O Ministério da Cultura autorizou a publicação sem nenhum problema, segundo Haddad. Mas para a revista se tornar realidade, ela investiu dinheiro do próprio bolso.
"Já estou negociando publicidade para manter o empreendimento, mas será uma relação aberta e honesta."
O logotipo do título da revista contém, inclusive, uma algema que representa a “prisão das pessoas em discutir o corpo”.
“Eu mesma fui criada de uma maneira tradicional, conservadora. Claro que respeito os hábitos e opiniões, mas quero fazer algo para mim e dar a chance para outros se expressarem”,
salientou.

16/12/2008

ILIBADO!...

O Campeão Nacional de estrada, na versão de fundo, João Cabreira, ganhou o braço-de-ferro com a FPC. Na verdade, e não fora a cega "cruzada" por parte da FPC, mesmo que para isso tivesse que atropelar os seus próprios Regulamentos, era insustentável a acusação em relação ao João. Só quem acha que quem quer, pode e manda poderia ter penalizado o corredor quando, e segundo os próprios regulamentos da FPC, não havia por onde lhe pegar. Não são os corredores, muito menos os jornalistas imparciais quem vem debitar leituras do regulamento. Um corredor tem 24 horas para se sujeitar a um controlo inopinado se, por acaso, falhar o primeiro. NINGUÉM, frisou isto. Sabiam-no, mas adulteraram a informação. Ora acontece que, funcionando esta regra, DE FACTO o João Cabreira não podia - porque tudo indicava que estava na posse da razão - ter sido acusado. O João Cabreira foi ilibado de uma acusação que se revelou frágil, sem pernas para andar....Esperam-se desculpas públicas. Ao mesmo tempo, o castigo de um ano ao Pedro Cardoso foi reduzido a seis meses!... Tudo bem, mas quem é que os vais ressarcir do mal que lhes foi feito? Pela FPC...Vamos deixar que saia impune destas decisões que foram revogadas?
in Veloluso

13/12/2008

Cavaco manda código do trabalho para o Tribunal Constitucional



O Presidente da República requereu ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva do diploma de revisão do Código do Trabalho, aprovado a 7 de Novembro no parlamento. Cavaco tem dúvidas sobre o alargamento do período experimental de três para seis meses. Na altura do debate parlamentar, a oposição acusou o PS de com esta medida contribuir para o aumento da precariedade.
"A norma em causa, que alarga para 180 dias a duração do período experimental da generalidade dos trabalhadores, suscita particulares dúvidas, no caso do trabalho indiferenciado, quanto à sua conformidade com a exigência de proporcionalidade das leis restritivas de direitos, liberdades e garantias." pode ler-se na nota publicada no site da Presidência da República.
O Tribunal Constitucional tem agora 15 dias para se pronunciar sobre a constitucionalidade da medida. Na altura do debate parlamentar, vários partidos da oposição acusaram o Partido Socialsita de com esta medida promover a precariedade. Ainda antes, o professor de Direito laboral na Universidade de Coimbra, Jorge Leite, considerou que ela "viola a estabilidade de emprego", ficando um "empregador com mais vantagem em ter um trabalhador à experiência do que um com contrato a termo".A revisão do código do trabalho foi votada no passado dia 7 de Novembro na Assembleia da República e aprovada com os votos favoráveis do PS, abstenção dos partidos da Direita e votos contra de BE, PCP, PEV, MPT e cinco deputados do PS (Manuel Alegre, Teresa Portugal, Júlia Caré, Eugénia Alho e a independente Matilde Sousa Franco).