13/09/2009

Alterações ao trânsito rodoviário Junto à ROCHA PEIXOTO

A partir das 8h00 de segunda-feira, 14 de Setembro, o tráfego rodoviário na envolvente à Escola Secundária Rocha Peixoto irá registar algumas alterações. No sentido de contribuir para uma maior fluidez do trânsito, as vias que rodeiam a Escola terão todas sentido único, com a circulação a efectuar-se no sentido dos ponteiros do relógio. A estas alterações junta-se a criação de mais lugares de estacionamento, locais de paragem e zonas de carga e descarga. O acesso à zona, pela Nacional 13, continua-se a fazer nos mesmos moldes. Assim, a entrada dá-se pelo topo norte da Praça Luís de Camões, sendo proibido virar à direita para a Rua de Camilo Castelo Branco (entre a Praça e a Escola). Os automobilistas devem seguir em frente, contornar a Escola pela Rua José Régio (junto ao MAPADI), no sentido norte-sul, virar novamente à direita e percorrer a Rua Dr. José Gomes de Sá, no sentido nascente-poente. Nesta rua, e no cruzamento com a Rua de Camilo Castelo Branco, os automobilistas têm três opções: virar à direita, para o acesso à entrada da Escola Secundária; seguir em frente, em direcção à Estrada Nacional 13; ou virar à esquerda.

PS APRESENTA CANDIDATOS

O Partido Socialista da Póvoa de Varzim apresentou os candidatos às autárquicas na Póvoa de Varzim; Assim::


Lista de candidatos do Partido Socialista à Eleição da Câmara Municipal de
Póvoa de Varzim Concelho da Póvoa de Varzim

CANDIDATOS EFECTIVOS
1 – Ilídio Renato Garrido Matos Pereira, 34 anos, Advogado,
2 – João Carlos Cruz Sousa Lima, 57 anos, Jurista,
3 – Maria Isabel Meireles Maio Graça, 50 anos, Assistente Social,
4 – Paulo Jorge Pinheiro de Eça Guimarães, 53 anos, Engenheiro Agrónomo,
5 – José Luís de Melo Cadilhe, 29 anos, Arquitecto,
6 - Maria José Fernandes Pinto de Azevedo Correia, 38 anos, Técnica de Emprego,
7 – Manuel Zeferino da Silva, 61 anos, fiscalista, ,
8 –Adelino Manuel Moninhas Morim Marinheiro, 54 anos, , reformado,
9 –Cláudia Maria Moreira dos Santos Pinto, 35 anos, médica,
CANDIDATOS SUPLENTES
1 – António Casanova Moreira, 61 anos, , Economista,
2 – Nuno Miguel Alves de Castro, 24 anos, Técnico de Recursos Humanos,
3 – Patrícia Gayol Nunes Rodrigues Mendes, 18 anos, estudante,



Lista de candidatos do Partido Socialista à Eleição da Assembleia Municipal
da
Póvoa de Varzim Concelho da Póvoa de Varzim

1 – Elvira Maria Vieira Gonçalves Ferreira, 54 anos, médica,
2 – Abraão Pereira da Cruz, 63 anos, reformado,
3 – João Luís Pinheiro Trocado da Costa, 28 anos, economista,
4 – Paula Alexandra Machado Coelho da Silva, 39 anos, psicóloga,
5 – Francisco Xavier Maio Pereira de Sousa, 54 anos, médico,
6 – Miguel Pedro Duarte Pinto, 36 anos, Engenheiro mecânico,
7 – Clara Maria Brandão Loureiro Ferreira, 40 anos, Professora,
8 – Ivo Lima Maio, 32 anos, geógrafo,
9 – Manuel de Campos Dias Figueiredo, 69 anos, reformado,
10 – Luciana Maeiro Antunes, 26 anos, professora,
11 – David José da Costa Sá, 50 anos, Industrial,
12 – Daniel Fernandes Luís Sá Ferreira, 21 anos, estudante,
13 – Liliana Cristina Durães Gonçalves Pereira, 24 anos, auditora,
14 – Nuno Miguel Guerra Correia da Costa, 34 anos, professor,
15 – David Cardoso Paiva, 53 anos, Industrial,
16 – Maria da Conceição Pereira Marques Nascimento, 49 anos, empresária,
17 – José Maria Ferreira Salgado Cadeco, 62 anos, reformado,
18 – João José Soares de Carvalho, 46 anos, professor,
19 – Sílvia Carla Martins da Silva, 25 anos, advogada,
20 – José Moreira da Costa, 66 anos, reformado,
21 – António Manuel Marques Ferreira, 48 anos, técnico de moldes,
22 – Maria Luísa da Costa Moninhas, 28 anos, engenheira alimentar,
23 – Renato de Lima Faria, 25 anos, estudante,
24 – Bruno Miguel Pessanha da Fonte, 32 anos, informático,
25 – Adélia Leite Macedo Postilhão, 59 anos, professora,
26 – Daniel Ramos Silva Lopes Anjo, 29 anos, engenheiro mecânico,
27 – Maria de Lurdes Cruz de Sousa Lima Nogueira, 63 anos, reformada,


Lista de candidatos do Partido Socialista à Eleição da Assembleia de
Freguesia de Póvoa de Varzim Concelho da Póvoa de Varzim
,

1 – José Manuel Viana Maio, 58 anos, Funcionário Público,
2 – Manuel da Silva Alves da Rocha, 57 anos, Técnico de Instalações Eléctricas,
3 – Maria de Lurdes Cruz de Sousa Lima Nogueira, 63 anos, Reformada,
4 – Laurentino Abílio Gonçalves Costa, 53 anos, Funcionário Público,
5 – Francisco Xavier Maio Pereira de Sousa, 54 anos, Médico,
6 – Luísa Alexandra Marques do Couto, 28 anos, Empregada de Balcão,
7 – Rui Pedro Laranja Borges Terroso, 32 anos, Analista de Sistemas,
8 – Inacio Manuel Fangueiro Nunes, 63 anos, Técnico de Produção,
9 – Daniela Carneiro Marques da Silva, 26 anos, Técnica de Qualidade,
10 – Pedro Miguel Alves Casanova, 37 anos, Técnico Oficial de Contas,
11 – Albino Duarte de Magalhães, 50 anos, Escriturário,
12 – Isilda Areias Nunes, 52 anos, Comercial,
13 – António Carlos da Silva Caetano Calafate, 51 anos, Empresário,
14 - António da Cunha Marques, 70 anos, Empregado Comercial,
15 – Ana Isabel Garcia Marques, 25 anos, Administrativa,
16 – José Carlos Cruz da Silva, 32 anos, Supervisor Técnico de Elevadores,
17 - João Manuel Alves Baptista, 54 anos, Empregado de Escritório,
18 – Bernardina Rosa Castro Nunes, 27 anos, Comercial,
19 – Rui Miguel Rigor Correia Abrunhosa, 18 anos, Estudante,


Lista de candidatos do Partido Socialista à Eleição da Assembleia de Freguesia
de Argivai Concelho da Póvoa de Varzim,

1 – Deolinda Alexandra de Castro Vieira da Silva Oliveira, 35 anos, Escriturária,
2 – Carlos Alberto da Costa Fernandes, 32 anos, Técnico de Métodos e Tempos,
3 – Zacarias da Mota Varela, 49 anos, Chefe de Armazém,
4 - Ermelinda Maria Mesquita Vieira da Silva, 48 anos, Funcionária Pública,
5 – Carlos Manuel Andrade de Oliveira , 35 anos, Advogado,
6 – Manuel Albino Gonçalves da Silva, 51 anos, Construtor Civil,
7 – Maria Rosa Gomes Vilaça, 49 anos, Empresária,
8 – Manuel da Silva Matos, 57 anos, Carpinteiro,
9 – Manuel dos Santos Lopes, 57 anos, Encarregado de Construção Civil,
Lista de candidatos do Partido Socialista à Eleição da Assembleia de Freguesia
de Aver-o-Mar Concelho da Póvoa de Varzim

1 – Carlos Alberto Maçães Gondar, 41 anos, Empresário,
2 – Abel Gomes Ferreira, 52 anos, Encarregado Construção Civil,
3 – Paula Alexandra Machado Coelho da Silva, 39 anos, Psicóloga ,
4 – Adelino Manuel Moninhas Morim Marinheiro,54 anos, Reformado Bancário
5 – Rui Manuel Martins da Silva, 34 anos, Desenhador Industrial
6 – Sílvia Andrea Gomes da Costa, 30 anos, Técnico Superior do Ambiente
7 – Manuel Octávio Maçães de Castro Torres, 46 anos, Director Comercial
8 – Carlos Alberto Flores Morim, 41 anos, Engenheiro Civil
9 – Raquel Amorim Neves, 32 anos, Enfermeira
10 – Paulo Jorge Bento Ribeiro de Meireles, 34 anos, Engenheiro de Sistemas Informáticos
11 – Manuel Alberto Gomes Neves,41 anos, Operário ,
12 – Inês Marisa de Azevedo Boucinha, 22 anos, Contabilista
13 – Pedro Manuel Bento Ribeiro Meireles, 37 anos, Professor Ensino Secundário


Lista de candidatos do Partido Socialista à Eleição da Assembleia de Freguesia
de Beiriz Concelho da Póvoa de Varzim

1 - Adélia Leite Macedo Postilhão, 59 anos, Professora,
2 - Marlene Oliveira do Vale, 31 anos, Assistente Técnica,
3 - Carlos Ramos Soares, 65 anos, Comerciante,
4 - Nuno Miguel Bastardo Roldão, 33 anos, Eng Mecanico,
5 - Cláudia Maria Moreira dos Santos Pinto, 35 anos, médica,
6 - António Manuel Morim Torres, 35 anos, Empregado de escritório,
7 - Maria de Lurdes da Silva Pereira Barbosa, 39 anos, Doméstica,
8 - Carla Maria Correia do Vale Silva, 33 anos, Assistente Operacional,
9 - Alberto Amorim Ferreira, 47 anos, Funcionário do Casino,
Lista de candidatos do Partido Socialista à Eleição da Assembleia de Freguesia
de Balasar Concelho da Póvoa de Varzim

1 – António Manuel Gomes de Sá Ferreira, 56 anos, Comerciante,
2 – Alfredo Carlos da Silva Pereira, 36 anos, Eng. Agrário,
3 – Raquel Sofia Matias da Silva Martins, 22 anos, Estudante,
4 – António Paulo dos Santos Martins, 36 anos, Comerciante,
5 – José Alberto Petejo de Oliveira, 33 anos, Agricultor,
6 – Judite Raquel Ferreira Gomes Martins, 32 anos, Comerciante,
7 – Bruno Vilar dos Santos, 22 anos, Estudante,
8 – Jorge Filipe Ferreira Sampaio Santos, 19 anos, Operário de Contrução Civil,
9 – Julia Maria Oliveira Almeida, 36 anos, Agricultora,


Lista de candidatos do Partido Socialista à Eleição da Assembleia de Freguesia
de Estela Concelho da Póvoa de Varzim
1 – José Fernandes da Costa, 55 anos, empresário,
2 – Carlos Manuel Martins Barros, 43 anos, empresário,
3 – Célia Moreira Oliveira Cruz, 31 anos, administartiva,
4 – Avelino da Costa Cavalheiro, 42 anos, empresário,
5 – Tomás Alexandre Leal da Maia, 42 anos, empresário,
6 – Maria da Assunção Vidal da Costa, 23 anos, administrativa,
7 – Pedro Alberto Morais dos Santos Faria, 54 anos, comerciante,
8 – Miguel Carlos de Sá Fernandes, 29 anos, empresário agrícola,
9 – Vera Lúcia Ferreira Carvalho, 24 anos, empregada fabril,
Lista de candidatos do Partido Socialista à Eleição da Assembleia de Freguesia
de Terroso Concelho da Póvoa de Varzim
1 – Joaquim Fernando Gomes Vilar, 54 anos, Construtor Civil,
2 – José Fernando Ferreira Pereira dos Santos, 51 anos, Analista Informático,
3 – Elisabete Martins Vieira da Silva Araújo, 47 anos, Administrativa,
4 – Ricardo Manuel Moreira Maçães, 35 anos, Delegado Comercial,
5 – Manuel António da Costa e Silva, 33 anos, Empresário Agrícola
6 – Maria Luisa da Costa Moninhas, 28 anos, Engenheira Alimentar,
7 – Fernando da Costa Fernandes, 47 anos, Construtor Civil,
8 – Luis Pedro Amorim Pereira Vilar, 40 anos, Empresário Agricola,
9 – Maria José Azevedo Torres, 20 anos, Estudante,


Lista de candidatos do Partido Socialista à Eleição da Assembleia de
Freguesia de Navais Concelho da Póvoa de Varzim
1 – Joaquim Moreira Fontes, 34 anos, empresário agrícola,
2 – José Fernandes Junqueira, 54 anos, empresário agrícola,
3 – Maria Fernando Novais Santos Faria, 50 anos, contabilista,
4 – Carlos Alberto Torres da Costa, 48 anos, comerciante,
5 – Renato de Lima Faria, 25 anos, estudante,
6 – Sofia Ramos da Costa, 21 anos, desempregada,
7 – Sérgio Valentim Boucinha Torres, 32 anos, carpinteiro,
8 – Alberto Matias Torres Fontes, 29 anos, comerciante,
9 – Sandra Maria Boucinha Junqueira Moreira, 27 anos, estilista,
Lista de candidatos do Partido Socialista à Eleição da Assembleia de
Freguesia de Rates Concelho da Póvoa de Varzim
1 – Fernando Sandim de Macedo, 46 anos, comerciante,
2 – Paulino dos Santos Matias da Silva, 42 anos, empresário,
3 – Maria Elisabete Baptista Ribeiro, 29 anos, professora,
4 – Leonel Novais de Matos Pereira, 42 anos, bancário,
5 – Pedro Miguel Moreira Leitão, 27 anos, segurança privado,
6 – Sílvia Maria Carvalho Duarte, 39 anos, bancária,
7 – Rui Filipe Ferreira da Costa Craveiro, 28 anos, operador industrial,
8 – João Cláudio Pereira de Araújo, 29 anos, electricista,
9 – Maria da Graça Novais de Matos Pereira Alves, 46 anos, empresária,


Lista de candidatos do Partido Socialista à Eleição da Assembleia de
Freguesia de Aguçadoura Concelho da Póvoa de Varzim
1 – Fernando Manuel Carvalho Faria, 30 anos, empresário agrícola,
2 – João Paulo da Costa Cabreira, 27 anos, ciclista profissional,
3 – Maria Elisabete Fontes Dias Gomes, 37 anos, escriturária,
4 – Rui Pedro Fontes Carvalho, 29 anos, professor,
5 – José Alberto Morim Boucinha, 33 anos, empresário agrícola,
6 – Sandra Isabel Fernandes Correia da Silva, 28 anos, empresária,
7 – José Augusto Eusébio Alves, 32 anos, canalizador,
8 – Jorge Manuel Serra da Costa, 31 anos, serralheiro,
9 – Elsa Salomé Cadilhe Serra da Fonseca, 28 anos, professora


Média de Idades dos 137 candidatos : 42 anos

12/09/2009

PS ajudou a passar plano do Varzim

Artigo da autoria de Ana Trocado Marques inserto no Jornal de Noticias de Hoje

O Plano de Pormenor do Varzim foi aprovado, na Assembleia Municipal da Póvoa, com os votos a favor da maioria dos deputados socialistas, embora o líder do PS tenha feito duras críticas ao projecto do executivo PSD.
CDU e CDS votaram contra, mas o documento teve luz verde com o aval do PSD e de cinco dos oito socialistas. O Varzim pode, agora, avançar com o processo de construção do novo estádio.
"Apesar das críticas, não vi, até agora, nenhuma ideia alternativa. Falou-se que a construção devia ser perpendicular ao mar. Essa questão é importante? Dizem que a área comercial é excessiva. Depois já defendem que ali devia surgir outra coisa. Em que ficamos?", começou por criticar o socialista José Milhazes, desmontando os argumentos do próprio partido, quanto ao projecto para o quarteirão composto pelo estádio do Varzim e pelas instalações do Clube Desportivo da Póvoa. Ali deverá surgir um bloco de habitação em "L" com 300 fogos, um centro comercial e um hotel.
"Em 2004, quando esta Assembleia aprovou o plano de urbanização, já se admitia que os dois clubes se mudariam para o Parque da Cidade. Não percebo porque é que agora alguém se opõe", atirou o deputado do PS, João Viana. O também vice-presidente do Varzim lembra que, com base nessa decisão, o clube contratualizou a transferência, contando com "um factor de retorno económico mínimo - arrecadado com a venda dos terrenos do estádio, cujo índice de construção é, segundo o plano, bonificado em 50%".
"Dizem que o centro comercial vai ser um fracasso. Depois já vai ser um desastre para o comércio tradicional. Decidam-se",
criticou João Viana, lembrando que o plano é "uma oportunidade única" de requalificar aquela zona.
O líder do PS, Renato Matos, insistiu no "erro" da construção do bloco habitacional paralelo ao mar, "um muro com 200 metros de comprimento e 30 de altura". Criticou, ainda, a opção por um shopping numa zona "a 50 metros da praia", onde se devia apostar "em espaços de socialização ao ar livre". O candidato PS à Câmara considera o plano "um acto criminoso para o desenvolvimento da cidade" e lamenta não ter havido um concurso de ideias.
"Foi um 'assassinato' do líder do PS pelos seus próprios deputados, que defenderam os valores do projecto e não encontraram fundamentos nos argumentos do líder", frisou Macedo Vieira, presidente da Câmara da Póvoa.

01/09/2009

33 movimentos independentes vão a votos nas autárquicas


A maioria dos 33 movimentos independentes a votos nas autárquicas é encabeçada por figuras que noutros sufrágios candidataram-se filiadas num partido, gerando dessa forma dois tipos de movimentos independentes a votos. Actualmente existem sete câmaras municipais lideradas por autarcas eleitos no último sufrágio através de candidaturas independentes. Isaltino Morais (Oeiras), Fátima Felgueiras (Felgueiras) e Valentim Loureiro (Gondomar) são alguns dos nomes mais mediáticos, todos ex-autarcas por partidos políticos e recandidatos nas eleições deste ano. No fundo, são candidatos que se apresentam como "independentes", na medida em que já não têm o suporte de uma máquina partidária, mas têm um passado político bem identificado. Para o politólogo Carlos Jalali, existem dois tipos de movimentos independentes a sufrágio, os "verdadeiramente independentes", compostos por pessoas "sem filiação partidária no passado", e um segundo tipo, encabeçado por figuras, "umas mais mediáticas que outras", outrora ligadas a aparelhos políticos. Alfredo Barroso, autarca de Redondo, no distrito de Évora, dirige o município desde 1983, primeiro pela CDU, mas depois, em 2005, foi reeleito pelo Movimento Independente do Concelho de Redondo (MICRE), depois do PCP lhe ter retirado confiança política. Recandidato nas autárquicas deste ano, Alfredo Barroso sublinha que a sua candidatura surgiu "de baixo para cima", incentivado pelos habitantes locais, situação, reconhece, "que poderá não ser a mais comum" nos movimentos independentes a votos por todo o país. O autarca refere que o seu abandono do PCP permitiu-lhe defender "apenas o mais importante para o concelho", reconhecendo que, por vezes, existiram "estratégias partidárias superiores" na sua governação enquanto eleito pelos comunistas. De acordo com a lei eleitoral em vigor, as listas para a eleição dos órgãos das autarquias locais podem ser apresentadas por três entidades proponentes: "partidos políticos, coligações de partidos políticos constituídas para fins eleitorais e grupos de cidadãos eleitores". Em Mourão, também no distrito de Évora, o funcionário público Manuel Rosado lidera o movimento Cidadãos Independentes pelo Concelho de Mourão (CICM), que tentará ganhar a Câmara ao socialista José Santinha Lopes. Manuel Rosado, que nunca antes concorreu a cargos autárquicos, definiu como "fundamental" a existência de movimentos como o CICM, constituídos por pessoas "da terra, para pessoas da terra".Já no município de Santa Cruz, na Madeira, Filipe Sousa, cabeça-de-lista do movimento "Juntos Pelo Povo", único de cariz independente a votos na região autónoma, defende que candidaturas independentes, "logo com maior liberdade do que as partidárias", constituem a "essência" do "verdadeiro" poder local. Filipe Sousa, antigo presidente de uma junta de freguesia local, expulso do PS/M por divergências com a actual direcção, refere ainda que os autarcas do poder local "têm de esquecer os interesses partidários" e "quando tal não sucede", adverte, "quem perde são os cidadãos". Amadora, Figueira da Foz, Alandroal, Valongo, Beja, Faro, Marinha Grande, Matosinhos, Coruche e Tomar são outros exemplos de concelhos com movimentos independentes a votos nas eleições autárquicas deste ano, a decorrer a 11 de Outubro. O número de mulheres eleitas para as autarquias triplicou nos últimos 30 anos, havendo actualmente 20 presidentes de Câmara em 308 concelhos do país, que se recandidatam às próximas autárquicas entre mais de uma centena de candidatas. Em 308 Câmaras só 20 são presididas por mulheres - sete PSD e duas coligações PSD/CDS-PP, cinco PS, quatro CDU, uma BE e uma independente. Setúbal é o distrito com mais autarcas do sexo feminino. A 11 de Outubro vão candidatar-se 120 mulheres a presidentes de Câmara, entre elas as 20 actuais dos concelhos de Vila de Rei (PSD), Vila Velha de Ródão (PS), Miranda do Corvo (PSD/PP), Silves (PSD), Leiria (PSD), Odivelas (PS), Vila Franca de Xira (PS), Nisa (CDU), Felgueiras (independente), Salvaterra de Magos (BE), Almada (CDU), Montijo (PS), Palmela (CDU), Caminha (PSD), Castro Daire (PSD), Nelas (PSD/PP), Lajes do Pico (PSD), Ponta Delgada, Vila do Porto (PS) e Setúbal (CDU).

16/08/2009

Polícia agredido quando tentava controlar desacato num café

Um agente da PSP da Póvoa de Varzim sofreu hoje, domingo, ferimentos ligeiros quando tentava controlar um indivíduo que estava a provocar desacatos num café desta cidade.
Segundo a oficial dia do Comando Metropolitano da PSP do Porto, o agente sofreu escoriações ligeiras no braço esquerdo.
O carro patrulha foi chamado cerca das 08:30 ao estabelecimento para tentar impor a ordem, mas à chegada um de dois indivíduos que estava a causar distúrbios e danos materiais reagiu mal à presença da polícia e não acatou as ordens.
"Houve confronto físico, tendo sido necessário recorrer aos meios adequados ao dispor para deter o indivíduo que segunda-feira terá de se apresentar em tribunal", acrescentou a fonte.

15/08/2009

Palácio Hotel volta a estar à venda


O Palácio Hotel de Vila do Conde está no mercado. A actual proprietária, a empresa Irmãos Gomes Ferreira, diz que a venda está a ser influenciada "pela actual conjuntura económica", mas não adianta o preço.
A empresa adquiriu, em 2002, à Mundial Confiança, o terreno que era constituído pelo Palácio Hotel e por uma oficina de carros, no cruzamento do Centro da Juventude, junto aos jardins da Avenida Júlio Graça.
Na altura, a ideia do negócio era concretizar em todo o terreno (dois mil metros quadrados) um projecto da autoria do arquitecto Siza Vieira, que contemplaria um hotel de quatro estrelas com 55 quartos, 18 habitações T2, T3 e T4 duplex, e seis estabelecimentos comerciais.
Todavia, sete anos depois, "circunstâncias do mercado e não só levaram a que, até hoje, o projecto não tivesse saído do papel", explicaram, por escrito, ao JN, os administradores da firma Irmãos Gomes Ferreira. Daí que a solução passe agora pela venda do imóvel. "A intenção de venda já vinha sendo pensada pela administração há algum tempo, sendo que foi no meio da crise imobiliária que isto aconteceu", acrescentaram.
Seja como for, a empresa sublinha que "não venderá o hotel a qualquer preço", mesmo tendo consciência que a alienação do edifício lhes dará "hipótese de construir habitações de qualidade", que é, segundo dizem, "é a vocação da empresa".
Por referir estão os valores da venda. "Somos defensores que os potenciais interessados deverão, antes de mais, ser devidamente elucidados do projecto", explicam os Irmãos Gomes Ferreira.
Segundo o JN conseguiu apurar, quando há dez anos a Câmara de Vila do Conde esteve interessada em comprar o hotel, para a criação de uma pousada da juventude, o preço ultrapassava os 500 mil euros.
"Só que na altura o proprietário da garagem tinha direito de opção de compra e acabou por ficar com ele", explicou Mário Almeida, presidente da Autarquia. Sem querer entrar em pormenores, a empresa Irmãos Gomes Ferreira assinalou que um dos motivos para que o projecto de Siza Vieira não tenha saído do papel ficou a dever-se à sua localização, que seria, segundo diversos grupos hoteleiros, "de todo inviável". Já para as habitações e lojas "chegou a haver interessados". "À volta de 70 potenciais compradores", revelaram.

650 mil "votos fantasma" nos cadernos eleitorais


Os cadernos eleitorais portugueses contam com cerca de 650 mil eleitores que não existem de facto, um número que cria uma abstenção fictícia de cerca de sete por cento, mas que conta para a estatística final.
De acordo com a última actualização dos cadernos eleitorais, divulgada pela Direcção-Geral da Administração Interna (DGAI) em Julho, existem mais de 9,3 milhões eleitores portugueses nos cadernos nacionais, um número que não é verdadeiro porque só existem 8,6 milhões de portugueses maiores de idade, segundo as estimativas de população residente de 2008 do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Nas eleições europeias, Portugal registou 63,5 por cento de abstenção, um número que na realidade é sete pontos mais baixo porque existem 650 mil números de cartões de eleitores referentes a pessoas que já morreram ou não residem em Portugal.
A Lusa procurou esclarecer esta questão com a DGAI, que rejeitou qualquer responsabilidade, salientando que os dados do recenseamento são "actuais e consolidados" com base na informação obtida automaticamente nos sistemas de identificação civil, incluindo a plataforma do cartão de cidadão.
A reforma do recenseamento eleitoral retirou da "clandestinidade eleitoral" mais de 300 mil de cidadãos jovens eleitores que nunca haviam estado recenseados, explicou a mesma fonte da DGAI.
"Os números reflectem ainda os milhares de cidadãos que, de acordo com a Lei da nacionalidade com regras mais justa, obtiveram a nacionalidade portuguesa. Acresce que um número significativo de pessoas, que não residem no país, mantêm bilhete de identidade nacional com residência em Portugal", referiu.
Para o sociólogo André Freire esta é uma diferença "grave" que influencia a abstenção e "custa dinheiro aos contribuintes", visto que o número de mandatos depende do número de pessoas inscritas, sendo "urgente" a sua resolução.
Contactada pela Lusa, a Comissão Nacional de Eleições não quis fazer qualquer comentário em relação a este assunto. A nível local também se verificam diferenças entre o número de eleitores e o total de habitantes por concelho.
Exemplo disso é o que acontece nos distritos de Bragança e Vila Real, em que todos os concelhos têm mais eleitores que habitantes.
Esta realidade tem vindo a alterar-se desde o lançamento do Cartão do Cidadão, que obriga os portadores a votar onde residem e não onde estavam recenseados.
A partir de agora, os eleitores ficam automaticamente inscritos na freguesia correspondente à morada que tenham indicado no pedido do cartão.
Segundo a Direcção-Geral da Administração Interna, até às Europeias foram enviadas 265 mil notificações (informando a freguesia e número de inscrição) para eleitores que, por terem obtido o Cartão de Cidadão, foram inscritos pela primeira vez ou alteraram o seu recenseamento.

28/07/2009

Descubra qual foi o governo que mais gastou nos últimos 24 anos


por Ricardo Reis, Publicado em 28 de Julho de 2009 no Jornal i
Um artigo no ano 2000, Cavaco Silva referiu-se às despesas do Estado como um monstro incontrolável. Parte desta caracterização devia-se à percepção de que há muito desperdício no Estado, e outra parte ao aumento contínuo na despesa pública desde que Portugal entrou na CEE em 1986. O Estado consome hoje mais de 8700 milhões de euros, mais do dobro em termos reais do que há 23 anos. O número acima refere-se ao consumo público. Num ano, os recursos disponíveis num país são iguais ao que produzimos mais o que importamos menos o que exportamos, e podem ser usados para consumir ou para investir. Uma medida do tamanho do monstro é a parte do consumo feito pelo Estado. Não inclui o investimento público nem as transferências; quando o Estado tira a uns para dar a outros, em impostos, subsídios, e assistências variadas, não gasta recursos, limita-se a redistribuí-los. Esta medida está bem abaixo das despesas totais do Estado, porque mede só os recursos que são devorados pelo monstro. Na figura 1 pode ver o rácio da despesa pública em consumo com o PIB. Também em relação ao tamanho da economia, a despesa tem aumentado continuamente, de 14-15% para 21-22% hoje em dia. Na figura está o mesmo rácio para a zona euro. Se o crescimento inicial do Estado levou a convergência em relação à Europa, desde meados de 2004 que Portugal tem um Estado maior do que a média. O que explica este crescimento? Uma variável importante é o estado da economia. Nas recessões como a actual, é de esperar que o Estado gaste mais para tentar estimular a economia. Outra variável é o défice. Seria bom se quando o défice das contas públicas cresce, os nossos governantes o corrigissem em parte cortando nas despesas. Uma análise estatística mostra que estes factores estão ambos presentes em Portugal: quando o PIB desce 1% acima do normal, o rácio da despesa com o PIB aumenta 0,4%, e quando o défice é 1% mais alto em média num ano, a despesa cai 0,07% no trimestre seguinte e só um pouco mais nos trimestres seguintes. Embora os défices levem a alguma contenção, repare quão modesta é a estimativa. Para equilibrar um défice de 1% do PIB, os impostos têm de aumentar quase 0,9%. Ou seja, em Portugal, quando a despesa sobe e surge um défice, em média isso leva nos anos seguintes a um aumento dos impostos que cobrem quase a totalidade do aumento inicial. O Estado vai aumentando no tempo, e a carga fiscal seguindo--se-lhe. Assim vamos, de défice em défice, de aumento em aumento na despesa. Além da economia, a ideologia conta muito para a despesa do Estado. Este é um dos temas políticos mais ferozmente debatidos entre quem prefere um Estado mais ou menos intervencionista na economia e na sociedade. Sendo o PSD o partido à direita, esperaríamos que o crescimento do Estado fosse mais moderado quando está no poder. Mas os dados revelam uma realidade surpreendente. Quando o PSD está no poder, o monstro cresce em média 0,35% por ano, enquanto quando é o PS no poder a despesa cresce apenas 0,25% por ano. Se olharmos só para o efeito do partido no poder na despesa pública para além do efeito das variáveis económicas, então o contributo do PSD para o monstro é ainda maior, o dobro do que o do PS. Olhando para os quatro governos individualmente, o maior aumento na despesa veio durante os governos de Durão Barroso e Santana Lopes: 0,48% por ano. Segue--se-lhe o governo de Cavaco Silva com 0,32%, António Guterres com 0,31%, e por fim José Sócrates com um aumento de apenas 0,14%. Se excluirmos o enorme aumento na despesa no primeiro trimestre de 2009 associado à crise, o governo de José Sócrates e dos ministros Campos e Cunha e Teixeira dos Santos teria a rara distinção de ser o único governo que reduziu o tamanho do monstro, de 21,5% do PIB quando tomou posse para 21% no final de 2008. É importante realçar que destas simples médias não se devem tirar conclusões demasiado fortes. Mas elas fornecem pistas que põem em dúvida algumas explicações. Por exemplo, pode argumentar-se que o crescimento do monstro durante o governo de Cavaco e Silva se deveu apenas à convergência em relação à Europa. No entanto, como o gráfico mostra (e a análise estatística confirma), a despesa convergiu a um ritmo muito mais acelerado com Cavaco do que com Guterres. Tal como Miguel Cadilhe escreveu há uns anos, o monstrinho transformou-se num grande monstro no início da década de 90. Outra história que não convence diz que a despesa subiu com o PSD entre 2002 e 2005 por causa dos compromissos assumidos por Guterres. Só que o aumento aconteceu sobretudo na parte final do mandato, com Santana Lopes e Bagão Félix. No início, logo a seguir a Guterres e com Durão Barroso e Ferreira Leite, a despesa crescia a um ritmo semelhante ao verificado nos tempos de Cavaco Silva. Um facto final é que quando o PSD ou o PS tiveram uma maioria absoluta, o monstro cresceu menos. Este é também um dos achados mais robustos em análises internacionais neste tópico. Uma explicação plausível diz que os governos minoritários têm de ceder a mais interesses na busca de acordos no Parlamento e isto implica abrir os cordões à bolsa. Outra explicação nota que os governos minoritários têm menos poder em relação à administração pública, e que os funcionários querem naturalmente ter mais tarefas e poder. De acordo com as sondagens e previsões, o próximo governo em Portugal será de minoria, e poderá vir a incluir os partidos à esquerda do PS que defendem um Estado bem maior. Suspeito por isso que o sucesso deste governo no controlo do monstro se vá perder rapidamente.

Mudança lenta na floresta mantém risco de incêndios

Publicado por Ricardo Garcia no Jornal Público

Seis anos depois dos dramáticos incêndios de 2003, a floresta portuguesa continua à mercê do seu principal calcanhar de Aquiles: o minifúndio. Um inquérito realizado pelo PÚBLICO revela que os proprietários que desde então se agruparam para gerir em conjunto os seus quinhões de floresta estão fortemente desmotivados com os resultados.
Muito pouco, ou mesmo nada em muitos casos, está a ser feito nesses agrupamentos - as zonas de intervenção florestal (ZIF), uma figura criada legalmente em 2005 como uma peça central para mudar a floresta portuguesa.Na grande maioria das ZIF, não houve redução efectiva do risco de fogos florestais, segundo o inquérito, a que responderam 79 por cento das zonas criadas até final de Junho (91 por cento em área).As ZIF são uma medida de longo prazo. Mas o seu arranque está a tropeçar na burocracia e lentidão do Estado, lamentam os seus responsáveis. Em quase todas (92 por cento), há queixas relativas aos apoios públicos que o Governo prometera. Têm sido aprovadas verbas para a constituição das áreas em si e para pagar despesas de funcionamento nos seus dois primeiros anos. Mas chegam atrasadas e são consideradas insuficientes. Os maiores problemas são apontados nos financiamentos para acções estruturantes - como reflorestações de áreas ardidas, infra-estruturas de prevenção de fogos e projectos que transformem a actual floresta abandonada em unidades rurais produtivas e sustentáveis. As verbas públicas estão previstas no Programa de Desenvolvimento Rural (Proder), que tem, no entanto, sofrido atrasos. Nenhum tostão chegou às ZIF até agora. Muitas entidades que gerem as ZIF queixam-se inclusive de não ter recebido qualquer resposta a candidaturas apresentadas há vários meses.Há outras críticas. Uma delas é a de que o Proder é desajustado à realidade das ZIF, não facilitando os investimentos comuns a muitas propriedades. Além disso, os proprietários não estão contentes com as taxas de apoio público, na ordem média dos 60 por cento, nem com as majorações para quem adere a uma ZIF, que consideram limitadas. Em algumas zonas do país, o interesse nas candidaturas é por isso baixo. A associação Caule, que gere dez ZIF numa das áreas mais críticas dos incêndios no país, enviou cartas a cerca de 2500 proprietários, informando sobre os apoios disponíveis para a limpeza da floresta. "Só responderam 42 pessoas", refere o presidente da associação, Vasco de Campos, numa nota enviada ao PÚBLICO.
Actividade suspensa.
Além de ansiarem por mais apoios, menos de um quarto das ZIF (23 por cento) constituíram o seu fundo comum, uma reserva financeira exigida por lei. E mesmo entre algumas que já o tem, não são por ora cobradas quotas aos proprietários. A desmotivação está a ter consequências. Em Idanha-a-Nova, os aderentes a uma das maiores ZIF do país - com 21 mil hectares - decidiram, em Maio, interromper a sua actividade, mantendo apenas as tarefas mínimas administrativas. "A ZIF está suspensa", afirma José Gameiro, da empresa Silvapor, que gere aquela zona de intervenção. Em Mação, por sua vez, novas ZIF que estavam na calha estão com o processo parado.Nem todas as opiniões são negativas. Um terço das respostas ao inquérito considera que as ZIF estão a fazer alguma diferença. Os motivos são vários: maior interesse na compra de terrenos, legalização de propriedades, maior receptividade ao associativismo, presença de equipas de sapadores florestais.A APAS Floresta, com duas ZIF na região Oeste, nota outro tipo de mudança. "Há um conhecimento de campo muito mais profundo agora", afirma a técnica Rute Santos. "Muitos proprietários ainda não estão satisfeitos, porque não viram resultados. Mas têm apoio técnico e há mais informação a circular", completa. Na generalidade das ZIF, porém, as intervenções práticas são limitadas. Em algumas, estão a ser criadas faixas de menor densidade florestal, reduzindo a carga combustível. Mas muitas responderam a dizer que não há ainda qualquer actividade concreta - ou porque a ZIF é muito recente, ou por falta de condições. A primeira zona de intervenção florestal - criada há quase três anos em Oliveira do Hospital - "continua sem apresentar no terreno qualquer acção". Os incêndios têm passado ao largo da maior parte das ZIF. Mas ninguém se arrisca a dizer que foi a sua criação que afastou as chamas. A associação Aflobei, que actua no distrito de Castelo Branco, resume numa frase: "Houve muita sorte."

Agricultores não aderem

O presidente do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), Tito Rosa, afirma que os agricultores portugueses pediram menos de 10 por cento das verbas destinadas para Intervenções Territoriais Integradas (ITI) nas zonas agrícolas da Rede Natura 2000.
Os agricultores podem solicitar verbas, designadamente, para a limpeza de matas ou a mudança para práticas agrícolas menos intensivas.
No Dia Nacional da Conservação da Natureza, Tito Rosa, ouvido pela Lusa, atribui a escassez de pedidos «ao modelo muito diferente do anterior».
Por outro lado, para este responsável, a fraca adesão deve-se também ao facto de se atravessar ainda um período de transição neste tipo de financiamento, dado que há cerca de um ano foram criadas as ITI, para o período 2007-2013, acabando-se com as chamadas medidas agro-ambientais criadas em 1992.
«Temos conversado com o ministério da Agricultura para colocarmos novas ITI no terreno e procedermos a algumas alterações que aumentem a adesão dos agricultores», sublinhou.
O presidente do ICNB defende «ajustes» e o lançamento de novas ITI para outras áreas da Rede Natura 2000 que ainda não beneficiam deste tipo de apoio.
A Rede Natura representa 21 por cento do território continental, constituindo os ecossistemas agrícolas e florestais um importante suporte de biodiversidade, uma vez que 61 por cento da Rede Natura é constituída por área agrícola e florestal.
As verbas destinadas aos agricultores pretendem promover uma gestão dos sistemas agrícolas e florestais adequada à conservação da biodiversidade e de manutenção da paisagem em áreas designadas da Rede Natura e na Zona Demarcada do Douro.

22/07/2009

Aluno com 9 negativas passa de ano



Escola de Darque garante que é a melhor solução, num caso em que há um contexto e em que não basta «somar» as positivas e as negativas .
Uma escola em Darque, Viana do Castelo, passou um aluno do 8º ano do ensino básico com nove negativas em 14 disciplinas e garante que foi a melhor solução. De acordo com a edição desta terça-feira do Público, o aluno tem 15 anos e teve, entre outras, negativa a Língua Portuguesa, a História, a Matemática, a Geografia, a Fisico-Química, a Educação Visual. O caso não é inédito, mas não deixa de ser raro, como admite ao jornal Augusto Sá, director do Agrupamento de Escolas de Monte da Ola, em Darque.
O responsável sublinha que, para se decidir se um aluno «passa», não basta «somar» as positivas e as negativas. «Há um percurso, há um contexto, há uma família...» e a decisão de passar o aluno em questão «teve em conta» esses factores. O professor explica que o aluno é acompanhado pelos Serviços de Psicologia do agrupamento desde o 2º ciclo, que já chumbou uma vez e que vive uma situação «sócio-familiar grave» que se agravou este ano.
A lei em vigor não determina limite de negativas para anos que não correspondem a fim de ciclo escolar e diz que, só em última instância, se deve chumbar no ensino básico. Por isso, o conselho de turma entendeu que o melhor para o aluno seria transitar. O mesmo conselho decidiu que o jovem irá frequentar no 9º ano um curso de Educação e Formação, que o prepara para a vida activa.
«Ele tem capacidades, mas o contexto sócio-familiar não tem permitido que evolua e acreditamos que, com acompanhamento, atingirá os objectivos», explica ainda ao Público Augusto Sá.
O responsável acrescenta que a escola decidiu assumir a decisão publicamente, ao contrário do que costuma acontecer nestes casos. Augusto Sá admite que, por vezes, os conselhos de turma preferem fazer subir administrativamente as notas para que não apareça na pauta uma decisão que causa estranheza na comunidade.

10/07/2009

POVEIRO ALFREDO SOUSA COMO PROVEDOR


Está eleito o novo Provedor de Justiça. Esta sexta-feira, mais de dois terços dos deputados votou em Alfredo José de Sousa, colocando um ponto final numa situação que estava por resolver há cerca de um ano.
O acordo entre PS e PSD permitiu, então, que, num universo de 217 deputados, 198 votassem a favor 198, enquanto apenas quatro votaram contra. Dez abstiveram-se, três foram nulos e dois em branco.
Recorde-se que o número de votos necessário era de 144, pelo que este resultado é excelente e demonstra um amplo apoio da Assembleia da República.
Juiz conselheiro, antigo presidente do Tribunal de Contas, Alfredo José de Sousa foi o nome de consenso encontrado entre os dois maiores partidos. Passa a substituir Nascimento Rodrigues.

PARA ONDE VAIS BLOCO ?

As recentes cisões no seio do Bloco de Esquerda da Póvoa de Varzim, veio trazer a nu as fragilidades de alguns, perante o nepotismo de outros.


Depois de há quatro anos, a candidatura Bloquista se ter esfumado ainda no decorrer da própria campanha eleitoral, onde a arrogância de Miguel Rocha Pereira, levou ao bater da porta de quase todos, impõe-se a seguinte pergunta:


Será que o Bloco de Esquerda, pretende manter mais uma candidatura fantoche ?


Será que Armando Herculano, que se perpetua no poder sem que haja eleições, pretende o desaparecimento do bloco ?
A recente indicação do Arquitecto João Ferreira, para cabeça de lista do Bloco na Povoa de Varzim, veio apenas trazer ao de cima primeiro a prepotência de um "líder"? será que o é ? no caso de Armando Herculano; Depois o interesse do " controleiro" mor do reino , Miguel Rocha Pereira lembrar os tempos da velha URSS .
A par destes senhores, surge então um outro " paraquedista" de seu nome José Paredes;
Ninguém sabe de onde veio, mas sabe-se para onde vai...limpar as botas dos que se perfilam para candidatos, sejam eles quais forem.
Mas no meio de tudo isto quem ficou muito mal na fotografia foi um dos responsáveis da distrital do Porto de seu nome SOARES LUZ; Luz que o ofuscou para apenas ver o que quer, dizendo hoje uma coisa , e amanhã outra. È isto a verticalidade do Bloco de Esquerda ?
O Bloco da Póvoa ficou sem candidato, já que João Ferreira ao ver-se enredado no meio de tanto lodo bateu com a Porta.
Depois a Póvoa ou os aderentes da Póvoa com muitos dos simpatizantes que fizeram parte da ultima candidatura bateram também com a porta. O que espera Miguel Rocha Pereira para fazer o mesmo ? não sabem...eu Digo CORAGEM E VERTICALIDADE.

A praia da Póvoa ou a aberração em que a transformaram


in Garatujando

CARTA ABERTA
AO SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA
DA PÓVOA DE VARZIM

Senhor Presidente,

Entendo ser um dever cívico, que exerço na qualidade de cidadã e de poveira, este que me impele a fazer participação pública de um roubo de que fui vítima, praticado à luz do dia e à vista de todos, na terra em que nasci.
Imponho-me, pois, a incontornável obrigação de o denunciar.
E, ao fazê-lo, manifesto também o meu veemente protesto por terem sido criadas condições que levaram a que esse roubo se concretizasse.
Se o faço endereçando esta carta a V.Exa., Senhor Presidente, é por ser o Senhor quem detém a responsabilidade máxima da gestão dos interesses da Póvoa.
Faço-o, no entanto, convicta de que, neste caso concreto, a culpa não cabe só a um Presidente de Câmara, a uma Assembleia Municipal, a um responsável pela Capitania do Porto, a um responsável pelo Plano de Ordenamento da Orla Costeira.
A culpa do que se passou cabe a todas estas entidades, sim!
Mas cabe também aos poveiros. Ao povo da Póvoa!
A culpa do que fizeram à minha, à nossa Terra, cabe a todos e a cada um dos que com as suas acções ou o seu silêncio, desinteressado ou cúmplice, permitiram o que aconteceu.
E o que aconteceu, Senhor Presidente, foi o terem-nos roubado o mar!
Sobre a areia da praia, desde o seu ínicio frente ao Casino até às Piscinas, foi construída uma cortina de casotas e caixotes de grandes dimensões, em materiais diversos pintados de castanho escuro, que impede a nossa tão antiga, tão profunda, tão essencial relação com o Mar.
Dizem-me que as casotas são apoios de praia. Agrupadas quatro a quatro, ali se guardam os tarecos dos banhistas, ali existe um quarto de banho, ali se inventou um bar.
Bem, que sejam necessários apoios de praia, entende-se.
Que tenham que ter aquelas dimensões e ser naquela quantidade e que tenham sido pintados daquela cor, não!
Dizem-me, também, que aqueles indescritíveis caixotes são cafés.
Ao longo de todo o areal da praia de banhos, entre casotas e caixotes foi permitida a instalação de cerca de cinquenta -pasme-se!- serviços de bar!
Mas haverá alguém, a quem genuinamente interesse o bem da Póvoa e da sua comunidade, que concorde com tão despudorada usurpação dos seus mais elementares direitos?
O Senhor, que tem feito pela Póvoa obra que a valoriza e o valoriza, o Senhor dorme descansado, Senhor Presidente?
O que me roubaram foi, pois, o mar! Roubaram-nos o mar!
Entre barracas de praia e esta proliferação de construções, cortaram-nos o prazer único de desfrutar da vista do mar.
E a Póvoa sem o mar não é a Póvoa!
Quem vai pelo Passeio Alegre em direcção ao Norte tem, à esquerda, aquela cortina escura de caixotes e casinhotos ,e à direita, porta sim, porta não, uma loja de produtos chineses.
A Póvoa está descaracterizada. Adulterarada. Esvaída da alma que a animava!
Eu não vivo na Póvoa mas sou da Póvoa.
Sou filha, neta e bisneta de poveiros.
Esta terra não é só a terrra onde nasci. Esta terra é a minha raiz!
E o mar, o mar da Póvoa, Senhor Presidente, não é pertença de Governo nenhum!
Não é pertença de Câmara nenhuma!
Não é pertença de Partido Político nenhum!
O mar sempre esteve aqui para que dele e com ele vivêssemos. Para que nele lavássemos os olhos. Para que nele nos revigorássemos. Para que nele nos reinventássemos.
A areia grossa, dourada, sempre deixou que espreitassemos o enlevo com que o mar nela se enrola. Sempre nos deixou olhar a ternura com que ele colhe na lonjura os beijinhos que, apaixonado, lhe vem, depois, espalhar pelo regaço.
É pois, aqui, que o mar tem de estar. Aqui! Diante dos nossos olhos!
E a areia tem de voltar a cheirar a algas e a maresia, Senhor Presidente. Não podemos admitir que passe a exalar o cheiro nauseabundo dos interesses privados!
Sabe, o Senhor, o que deveras me surpreende? Sabe o que deveras me magoa?
Pois é este constatar que a minha gente, que porta como herança, no sangue, a bravura dos homens do mar, se deixa ficar, assim, numa confrangedora inércia, a assistir ao roubo do que de mais importante possuímos.
Ora vejamos: Eu participo com os meus impostos para que o Senhor Presidente zele pelos interesses da minha terra. Não para que a destrua.
O que posso eu, então, fazer perante esta situação?
Bem, posso começar por manifestar a minha indignação. É o que estou fazendo.
E posso, também, seguir a sugestão que me fica da leitura de uma carta que um pobre homem da Póvoa de Varzim um dia escreveu ao Dr. Pinto Coelho, que era, à época, director da Companhia das Águas de Lisboa.
Deixe-me ter a ousadia, Senhor Presidente, de fazer minhas as palavras de Eça de Queirós:

Eu obriguei-me para com V.Exa. a pagar a despesa de uma encanação, o aluguer de um contador e o preço da água que consumisse. V.Ex.ª, pela sua parte, obrigou-se para comigo a fornecer-me a água do meu consumo. V. Ex.ª fornecia, eu pagava. Faltamos evidentemente à fé deste contrato: eu, se não pagar. V. Ex.ª, se não fornecer.
Se eu não pagar, V.Ex.ª faz isto: corta-me a canalização. Quando V.Ex.ª não fornecer, o que hei-de eu fazer, Exmo. Senhor?
É evidente que, para que o nosso contrato não seja inteiramente leonino, eu preciso no caso análogo àquele em que V.Ex.ª me cortaria a mim a canalização, de cortar alguma coisa a V.Exa.ª...Oh! e hei-de cortar-lha...
Eu não peço indemnização pela perda que estou sofrendo, eu não peço contas, eu não peço explicações, eu chego a nem sequer pedir água! Não quero pôr a Companhia em dificuldades, não quero causar-lhe desgostos, nem prejuízos!
Quero apenas esta pequena desafronta, bem simples e bem razoável, perante o direito e a justiça distributiva: quero cortar uma coisa a V.Exª.
Rogo-lhe, Exmo. Senhor, a especial fineza de me dizer, imediatamente, peremptoriamente, sem evasivas, nem tergiversações, qual é a coisa que, no mais santo uso do meu pleno direito, eu possa cortar a V.Exª.
Tenho a honra de ser
De V.Exa.ª
Eça de Queirós

Sem outro assunto de momento sou, também eu, de V.Exa.,
Atenciosamente,
Libânia Feiteira

15/05/2009

João Cabreira lamenta não ter sido inocentado mais cedo



Por Jornal Ciclismo em Sexta-feira, 15 Maio, 2009 22:10


AS DERROTAS DE LUIS HORTA COMEÇAM A FAZER-SE SENTIR...


João Cabreira manifestou-se satisfeito pela posição de princípio que tomou no início dos dois casos disciplinares de que foi alvo por interposição do CNAD junto da Federação Portuguesa de Ciclismo serem reconhecida como certa, lamentando, após a deliberação do Conselho Jurisdicional da Federação Portuguesa de Ciclismo “não ter sido inocentado mais cedo”.
Em conferência de imprensa em Paredes, o campeão nacional de fundo lamentou ter “arcar com consequências para o resto da vida” além de prejuízos que causaram danos de credibilidade irrecuperáveis à sua vida desportiva e social relembrando, a título de exemplo, o dano causado à sua imagem pública de agente político enquanto antigo candidato à presidência da Junta de Freguesia de onde é natural – Aguçadoura – nas passadas eleições autárquicas.“Mais vale tarde do nunca”, confessou.
Após duas deliberações do CJ da FPC nos últimos seis meses a seu favor – o último datado de sete de Maio – Cabreira afirmou ter nada a temer caso se verifique o recurso da decisão daquele órgão independente para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD). Tal procedimento, a efectuar-se , poderá revogar a decisão tomada pelo CJ, ainda que o seu recurso seja, no caso, permitido às entidades responsáveis pelo controlos anti-dopagem, no caso, a Agência Mundial Anti-dopagem, que, de acordo, com Luís Horta, director do Laboratório Anti-Dopagem “está a acompanhar o caso. Que está longe de estar terminado”, disse recentemente na imprensa.
“Não temos nada a temer.
A nossa tranquilidade é total”, referiu o ciclista que, este ano, corre pelo CC Loulé-Louletano-Aquashow.


O campeão nacional de fundo lamentou ainda o seu caso ter sido debatido numa comissão parlamentar na Assembleia da República que envolveu o Secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias e Luís Horta. “Não disseram o meu nome, mas a carapuça serviu”, referiu Cabreira que criticou a alegoria de ter sido a imagem do ciclista batoteiro perante os deputados.
Na sequência do caso que motivou a sua primeira sanção disciplinar – a alegada fuga a um controlo surpresa no País Basco efectuado a 26 de Julho de 2008 - a advogada do corredor precisou já ter efectuado uma queixa -crime perante o DIAP de Lisboa visando os inspectores médicos controladores e ao presidente do IDP (Luís Sardinha) por “denúncia caluniosa”. “Foi uma condenação social antes de ser ver se era culpado ou não”, disse.
A advogada de Cabreira, Marina Albino, frisou a vitória nos dois processos ter sido conseguida de forma substantiva e não meramente derivada de questões processuais. No caso da primeira sanção disciplinar Marina Albino afirmou que Cabreira cumpriu “todas as informações de localização” – o caso refere a ausência a um controlo fora de competição não efectuado no País Basco pela morada corresponder a um prédio devoluto – e colocou em causa o mandato do CNAD na missão de controlo ao corredor fora do território nacional. “O CNAD tem a obrigação moral de actuar de acordo com os regulamentos”, referiu.
Por sua vez, quanto ao objecto do segundo processo disciplinar instaurado e que dava conta de manipulação de urina com a presença de uma protease, enzima que serviria para mascarar produtos dopantes na amostra, Marina Albino frisou o entendimento do CJ da FPC. “[A protease] não está suficientemente estudada. Não está provada a sua eficácia na manipulação da amostra”. “Não consta da lista de substâncias proibidas ou de métodos proibidos pela AMA”. ”Existe de forma endógena e não houve prova de o atleta ter administrado externamente esta substância”, reforçou.
Por outro lado, a jurista questionou o método de recolha das amostras de urina no controlo que deu origem ao segundo processo e a conservação das mesmas, acrescentando haver duas actas referentes à mesma recolha e que apresentam temperaturas de conservação inicial distintas. “Uma primeira acta diz que foi conservada à temperatura ambiente, depois aparece outra a dizer que foi refrigerada. Ora o processo requer que a amostra seja refrigerada de imediato. A urina levou mais de 10 horas a chegar a Lisboa e outros tantos dias a ser enviada para Madrid e mais outros tantos dias até chegar a Colónia”, afirmou.
Sobre o facto de Cabreira não usar a camisola de campeão nacional – o ciclista terá manifestado essa intenção na primeira etapa do GP Paredes mas tal não foi permitido pelo Colégio de Comissários - , a jurista explicou que tal se deve ao inquérito do caso LA-MSS no Conselho de Disciplina que impede a homologação dos resultados da corrida disputada em Junho de 2008 em Rebordosa. “Já passou um ano e o Cabreira não pode vestir a camisola de campeão nacional. O regulamento do Conselho de Disciplina refere um prazo máximo de 60 dias. A Justiça Desportiva tem sido lenta”.
Sobre este caso, Cabreira referiu que o seu actual clube não tem sido notificado das decisões tomadas, desconhecendo quando pode contar com os serviços do ciclista em competição. “Esse procedimento devia ser mudado e a equipa informada das decisões que me dizem respeito”.
Paulo Couto, presidente da APCP, justificou a sua presença na conferência de imprensa por “solidaridade” diante de um dos seus associados, resumindo este caso como um meio de contribuição para a melhoria dos regulamentos e para a defesa de um ciclismo limpo, ideia recuperada pela causídica que disse estar-se perante um “caso de estudo” em matéria de ciclismo, dopagem e direito.

CANDIDATO DO PARTIDO SOCIALISTA


No proximo sábado, pelas 21 horas no Novotel Vermar vai ser a apresentação do candidato do Partido Socialista, Dr. Renato Matos como candidato à Camara Municipal da Póvoa de Varzim; Todos os Poveiros que desejam a mudança devem comparecer em força.
FORÇA RENATO

05/05/2009

Artigo demolidor de CLARA FERREIRA ALVES - revista ÚNICA do Expresso


Artigo demolidor de CLARA FERREIRA ALVES - revista ÚNICA do Expresso



Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos. Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura)
desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades. Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos. A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada. Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado. Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve. Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços deenigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar averdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura. E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade. Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?. Vale e Azevedo pagou por todos? Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida? Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático? Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico? Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana? Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal? Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios eenrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma. No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância. E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou? E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu. E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê? E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára? O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha. E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca. Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento. Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade. Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

Clara Ferreira Alves - "Expresso"